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MANUAL
DE INSTRUÇÃO DE
MANUFATURA
E INSTALAÇÃO EXPERIMENTAL
DO
AQUECEDOR
SOLAR DE BAIXO
CUSTO
A S B C
Elaborado por SoSol - Sociedade
do Sol

MANUAL DO USUÁRIO
Versão 3.0
Maio 2008
A equipe da SoSol agradece o
envio de observações e críticas para o rápido enriquecimento do
presente manual.
tel: 11 3039-8317
e-mail:
info@sociedadedosol.org.br
site:
www.sociedadedosol.org.br
Antes de iniciar a
montagem do ASBC leia atentamente todo o conteúdo deste manual.
Aproveite e releia o conteúdo do site.
Sociedade do
Sol - Manual de instrução e montagem experimental do ASBC
Sumário
1. Apresentação
1.1 Proposta
1.2 Garantia do ASBC
1.3 Histórico
2. O sistema ASBC
2.1 O princípio de
funcionamento
2.2 Reservatório
2.3 Coletor - o principal componente de um aquecedor
solar de água
2.4 Misturador de água quente e sistema de apóio
térmico
2.5 Sistema hidráulico
2.5.1 Sistema hidráulico e as
geadas
3. Manufatura dos componentes
do sistema ASBC
3.1 Coletores
3.2 Reservatórios térmicos
3.2.1 Descrição da montagem do reservatório térmico
integral (só água quente)
3.2.2 Montagem do reservatório térmico misto (água
simultaneamente quente e fria)
3.3 Componentes complementares do reservatório
térmico: Anti Turbilhonador, Pescador e Válvula de retenção "light"
4. Instalação do sistema ASBC
4.1 Interligação dos
coletores
4.2 Fixação e inclinação dos coletores
4.3 Interligação dos coletores com reservatório
4.3.1 Isolamento dos tubos de interligação
4.3.2 Proteção dos coletores solares antes do
enchimento com água
4.4 Interligação entre o reservatório e o chuveiro
elétrico
4.4.1 Configurações da interligação
4.4.2 Adaptação de registro para controle da
torneira de bóia
4.5 Ligação do dimmer ao chuveiro
4.6 O boiler pré-existente
4.7 Peças e complementos de interligação
4.8 Enchimento do ASBC
4.9 Primeiro acionamento do ASBC
5. Comentários finais
5.1 Potabilidade da água
fornecida pelo ASBC
5.2 Cuidados na operação
5.3 Manutenção
5.4 Lista com sugestão de fornecedores
Anexo 1
Anexo 2
Anexo 3
1. Apresentação
1.1
Proposta
Este manual faz parte de um
dos projetos da Sociedade do Sol, denominado Aquecedor Solar de
Baixo Custo ou simplesmente ASBC. O ASBC é um projeto para livre
utilização da população, cuja tecnologia, por sua simplicidade, não
é patenteável. Seus principais objetivos são: melhoria social,
preservação ambiental, conservação de energia, possibilidade de
geração de empregos, economia financeira familiar e nacional (8 a 9%
da demanda elétrica) e redução de emissões do gás estufa - CO2.
Assim, as informações deste manual podem ser utilizadas e repassadas
para outros interessados na montagem de um sistema ASBC.
As principais características do sistema ASBC são: possibilidade de
manufatura em regime de "bricolagem" (autoconstrução) e o uso de
material de baixo custo encontrado em lojas de construção. Com o
auxílio do presente manual o leitor irá conhecer as peças, as
ferramentas e os complementos necessários para realizar a montagem
de um sistema ASBC com capacidade de aquecimento de 200 litros de
água, que poderá atender a demanda de água quente para banho de uma
família de 4 a 6 pessoas.
A Sociedade do Sol acredita que assim estará colaborando para que
essa família reduza seus gastos com energia elétrica em pelo menos
30% dos valores atuais de consumo, ampliando sua auto-estima com o
prazer de poder produzir em sua casa grande parte da energia térmica
utilizada no banho.
Esperamos que o leitor consiga manufaturar (construir) seu sistema
ASBC somente com as orientações disponíveis neste manual. Caso tenha
dificuldades, a SoSol se coloca à disposição por meio de contato
telefônico ou e-mail para colaborar nos esclarecimentos das
eventuais dúvidas. Por outro lado, caso tenha interesse em conhecer
melhor esse projeto o leitor está convidado a participar de um curso
promovido nas instalações da SoSol, onde entre outras informações
aprenderá detalhadamente a manufatura do sistema ASBC.
1.2
Garantia do ASBC
É importante frisar que o
ASBC é um projeto experimental. Todos que assumirem a
responsabilidade de manufaturar seu próprio ASBC, ou se dispuserem a
prestar serviços a terceiros, devem estar cientes de que não poderá
ser oferecida nenhuma garantia em relação à durabilidade das peças e
à temperatura de funcionamento do sistema. Isto se aplica em
especial às Placas de forro modulares de PVC integrantes dos
coletores solares do ASBC, placas concebidas para serem instaladas
em ambientes como escritórios e postos de gasolina.
Incluso no aspecto garantia está o correto conhecimento sobre a
potabilidade, descrito no item 5.1.
1.3
Histórico
A idéia de acelerar o
desenvolvimento do ASBC iniciou-se após a nossa equipe ser convidada
pelo SEBRAE para ocupar o stand paulista na feira industrial da ECO
92, onde o primeiro protótipo ASBC foi publicamente apresentado.
Naquele evento, dois grandes desafios ambientais eram discutidos: a
redução dos gases poluentes e uso de tecnologia baseada em energia
limpa.
De 1992 a 1998 a equipe se
dedicou a pesquisas para transformar o protótipo num modelo de
aplicação nacional. Com a oportunidade de agregar-se ao CIETEC -
Centro
Incubador de Empresas
Tecnológicas da USP/IPEN, em janeiro de 1999, os desenvolvimentos se
aceleraram muito e o primeiro modelo definitivo do ASBC foi
apresentado publicamente no final do ano de 2001, em plena época do
"apagão", período de racionamento de energia elétrica.
A possibilidade de aproveitar ou adaptar as instalações hidráulicas
do chuveiro e a utilização de materiais de baixo custo, disponíveis
no mercado, foi fundamental para esse avanço. Incluem-se entre esses
materiais, o chuveiro elétrico, a caixa d'água, a placa de forro
(divisória de PVC) e os tubos de PVC comuns. A associação dos
materiais de baixo custo e o aproveitamento das instalações
hidráulicas residenciais permitem o retorno do investimento de 4 a 8
meses.
Atualmente existem centenas de sistemas ASBC instalados em diversas
cidades brasileiras, e um grupo crescente de monitores que prestam
consultorias para as comunidades de sua região na montagem dos
coletores e instalação dos sistemas. Porém a SoSol espera alcançar o
alvo, no médio prazo, de ver instalado em cada lar brasileiro um
modelo do ASBC.
2. O sistema ASBC
2.1 O princípio de
funcionamento
O sistema ASBC tem o mesmo
princípio de funcionamento do sistema tradicional de aquecimento
solar de água, diferenciando-se do mesmo pelo tipo de material
utilizado e da possibilidade de autoconstrução.
O funcionamento do ASBC se inicia quando a energia solar irradiante,
luz e infravermelho, incide sobre a superfície preta dos coletores.
A energia absorvida transforma-se em calor e aquece a água que está
no interior dos coletores. A água aquecida diminui a sua densidade e
começa a se movimentar em direção à caixa, dando início a um
processo natural de circulação da água, chamado de termo-sifão.
Para tanto o reservatório deve estar mais alto que os coletores.
Esse processo é contínuo, enquanto houver uma boa irradiação solar
ou até quando toda água do circuito atingir a mesma temperatura.
A água aquecida fica armazenada num reservatório termicamente
isolado que evita perda de calor para o ambiente. No ASBC o sistema
de apoio térmico é formado por um chuveiro elétrico ligado em série
com um dimmer (controlador eletrônico de potência de um
chuveiro elétrico), que permite um ajuste fino na elevação da
temperatura da água do banho. A tubulação que interliga os
coletores, o reservatório e o chuveiro elétrico pode ser montada com
os tubos tradicionais de PVC utilizados normalmente em instalações
hidráulicas residenciais.
A operação do sistema ASBC pode ser explicada com maior facilidade
se dividirmos todo o sistema em quatro partes fundamentais:
1- Reservatório
2- Coletores
3- Chuveiro elétrico com misturador e dimmer para apoio
térmico
4- Sistema geral de tubos
Figura 1. Representação de um ASBC
residencial.

2.2 Reservatório
Tem a função de armazenar, no
decorrer de um dia, a água aquecida pelo coletor solar.
Em seu interior ficam dois componentes típicos do ASBC; são eles:
- Torneira de bóia associada a um tubo vertical. Serve para levar
água fria ao fundo da caixa.
- Pescador. Serve para levar ao chuveiro a água que fica na camada
de água mais alta e mais quente dentro da caixa.
Além da caixa de água tradicional, em nossa visão a melhor e mais
prática opção, outros recipientes
industrializados tais como; o tambor de plástico ou a caixa de EPS
(isopor) revestida interiormente com filme plástico pneumático (à
prova de vazamento), podem servir como reservatório.
Independente do tipo de recipiente utilizado, todos devem receber um
isolamento térmico externo para minimizar as perdas de calor nas
laterais e na tampa superior. Mas conhecemos aplicações sem
isolamentos, já que isso depende muito das necessidades térmicas do
usuário.
2.3 Coletor - o principal
componente de um aquecedor solar de água.
O coletor solar tem a função
de aquecer água. Com a incidência da luz solar em sua superfície
exposta ao sol, a água armazenada em seu interior aquece e diminui
de densidade, tornando-se mais leve que a água fria. Assim, a água
presente no interior dos coletores se movimenta para o reservatório
e simultaneamente a água estocada no reservatório flui em direção ao
coletor.
|
Os coletores do ASBC são
fabricados com placas de forro modular de PVC, denominadas de
alveolares. São forros especiais. Em breve, será oferecida
tecnologia semelhante baseada no polipropileno alveolar. Os
coletores ASBC se diferem dos comerciais por não utilizarem caixa e
cobertura de vidro, que permitem a obtenção do efeito estufa
(aquecimento adicional). |
 |
A obrigatória ausência da
cobertura de vidro não permite que a água aqueça demais, o que
afetaria a integridade dos componentes de PVC, que tem limite de
temperatura. Isto traz vantagens como: redução do perigo da água
quente ferir crianças e a possibilidade do uso de tubos de PVC de
água fria, entre outras.
2.4 Misturador de água
quente e sistema de apoio térmico
O misturador permite que a
água aquecida pela energia solar chegue ao chuveiro. Caso a água
aquecida esteja a uma temperatura abaixo do desejado, o usuário
complementa o aquecimento por meio do acionamento de um dimmer
(controlador da energia fornecida pelo chuveiro elétrico). Nos
sistemas tradicionais o apoio térmico normalmente fica instalado no
reservatório térmico e o conjunto misturador tradicional necessita
de tubulação prévia quente/fria.
2.5 Sistema hidráulico
A tubulação pode ser feita com
tubos comerciais de PVC marrom, considerando a natural limitação
térmica do coletor solar ASBC. Isto evita a utilização mais complexa
e custosa dos tubos de cobre ou da tecnologia CPVC.
Veja informações técnicas sobre tubos e conexões no site
=> projeto ASBC => dicas técnicas => DICA 05.
2.5.1
Sistema hidráulico e as geadas
Em regiões sujeitas à
incidência de geadas, é possível que ocorra o congelamento da água
dentro dos coletores e tubulações expostas durante as madrugadas dos
dias mais frios. Com o congelamento, a água sofre uma expansão em
seu volume e provoca uma pressão nas paredes internas das placas
coletoras e nos tubos de PVC. Felizmente, essa pressão é suportada
pelas placas e pelos tubos de PVC, não comprometendo suas
estruturas. Estas informações nos foram apresentadas por
laboratórios associados a grandes fabricantes de equipamentos de PVC.
Para os testes foram usados produtos novos e uma temperatura de -5°C
(menos cinco graus centígrados). Em nosso entender, poderemos manter
esta boa característica de flexibilidade do PVC até o fim da vida do
ASBC, desde que mantenhamos as placas e tubos sempre protegidos da
radiação ultra violeta através da manutenção da qualidade da pintura
preta do PVC.
Assim, o único inconveniente
que as geadas podem causar é o de impedir a circulação da água nas
primeiras horas da manhã. Mas com o aquecimento pelos primeiros
raios solares, a água se descongela e volta a circular naturalmente,
sem necessidade de nenhuma intervenção humana.
Testamos recentemente nosso
coletor com placa modular de 62 por 125 cm e o tubo de 32 mm em PVC
da Tigre a uma temperatura de -25 Graus por mais de 24 horas. Ambos
aguentaram esta extrema situação térmica.
3. Manufatura dos
componentes do sistema ASBC
Para montar um sistema de ASBC
é necessário manufaturar algumas peças. A equipe da SoSol procurou
descrever detalhadamente todos os passos necessários para a montagem
dos principais componentes desse sistema, ilustrando com foto cada
passo descrito no processo. Siga corretamente a seqüência de
montagem para garantir a qualidade na manufatura de seu produto.
3.1 Coletores
Um sistema ASBC pode ser
projetado para aquecer diferentes volumes de água. Neste manual será
demonstrada a montagem de um sistema dimensionado para atender um
consumo diário de 200 litros de água quente. A tabela abaixo fornece
a quantidade de coletores de acordo com a região onde será instalado
o ASBC.
| Região |
Quant. de coletores
(p/200L) |
| Sul / SP capital |
3 |
| Interior de São Paulo |
2 |
| Outras regiões |
2 |
Os principais fatores que
influenciam na quantidade de coletores a serem instalados são de
ordem climática, tais como poluição, umidade, vento e temperatura de
cada região. Em alguns estados da região Sul sugere-se colar na
superfície inferior do coletor uma placa EPS (isopor), ou manta de
polietileno (PE) expandido, elevando-se assim a temperatura da água
do reservatório em aproximadamente 3 a 4°C.
Para a necessidade de outros volumes de água, por exemplo, a
consumida por uma grande família, mantenha essa mesma relação: 1
coletor ou 1,5 coletor para 100 litros de água, dependendo das
condições atmosféricas. Caso tenha excesso de temperatura diminua um
coletor, ou se a temperatura estiver baixa aumente mais 1 coletor em
seu sistema.
Leia com atenção as FAQs (Frequently Asked Questions) (Perguntas
mais Freqüentemente Realizadas) disponibilizadas no
site em home => como fazer => FAQ.
Obs.: o volume do reservatório
pode ser calculado, com boa folga, admitindo o consumo de 50
litros de água por pessoa por dia. Exemplo: uma família de cinco
pessoas necessitará de uma caixa d'água de 250 litros.
A relação a seguir descreve as peças, as ferramentas e os
complementos necessários para a montagem do coletor solar ASBC. Ao
lado de cada item, na coluna finalidade, aparece um número entre
parênteses para facilitar a identificação das peças conforme
apresentado na figura 2.
| Quant. |
Componentes |
Finalidade |
| X |
Placa de forro de PVC
alveolar modular 1,25 x 0,62 m |
Componente do coletor (1) |
| 2X |
Tubos de PVC marrom 32 mm
( ext.) e 700 mm de comprimento (2 por coletor) |
Componente do coletor (2) |
| 2X |
Luvas soldáveis de PVC
marrom 32 mm |
Para fazer a união entre
os coletores (3) |
| 01 |
Adaptador de PVC marrom 32
mm x 1" |
Escoar a água dos
coletores ASBC para efeito de manutenção (4) |
| 02 |
Joelhos 90° de PVC marrom
soldável de 32 mm |
Unir os coletores aos
tubos de PVC (5) |
| 01 |
Cap PVC branco com rosca
de 1" |
Fechar o adaptador da
saída de água de manutenção (6) |
| 03 |
Caps de PVC marrom de 32
mm |
Vedar as pontas do coletor
no teste de vazamento e fechar definitivamente a ponta
superior esquerda do coletor (7) |
| 01 |
Adesivo (bi-componente)
Plexus 310 ou Araldite 24h - 30 gr por placa ou resina
isofitálica |
Unir a placa ao tubo de 32
mm |
| 01 |
Esmalte sintético preto
fosco (40 ml por coletor). Nunca usar tinta denominada de
"imobiliária". |
Pintar as placas do coletor |
| 01 |
Placa EPS / Manta PE
expandido |
Isolamento térmico e
proteção mecânica (8) |
| Quant. |
Lista de ferramentas |
Finalidade |
| 01 |
Trena ou metro |
Fazer as medidas de corte na
placa e nos tubos |
| 01 |
Furadeira com broca 3 mm p/
aço |
Fazer os furos-guia no tubo
de PVC marrom de 32 mm |
| 01 |
Pincel 2" ou rolo de 5 cm |
Pintar as placas do forro |
| 01 |
Espátula flexível com ponta
arredondada, tipo misturador de café/açúcar |
Aplicar a cola sobre a união
tubo PVC e placa de forro |
| 01 |
Serra de extremidade livre |
Abrir rasgo nos tubos |
| Quant. |
Lista de complementos |
Finalidade |
| 01 |
Lixa 120 |
Lixar as rebarbas e
superfícies |
| 01 |
Fita crepe |
Limitar a área de pintura |
| 01 |
Jornal |
Apoiar a placa sobre a
superfície de trabalho |
| 01 |
Tábua plana de 80 x 15 cm |
Guia para segurar o tubo
durante o rasgo |
| 08 |
Pregos de 4 cm |
Pressionar o tubo sobre a
guia de madeira |
| 01 |
Lápis |
Riscar o tubo de 32 mm antes
de cortá-los |
| 01 |
Régua de 70 cm ou outra
estrutura reta |
Guiar o lápis para fazer o
risco no tubo |
| 01 |
Manual recente "Tigre -
Água" |
Reconhecer as peças de
montagem |
Figura 2. Visualização das peças utilizadas
na montagem de três coletores ASBC

Importante: Caso o Monitor venha a
montar coletores para terceiros, leia com muita atenção o 11.
Item Especial, logo abaixo. Ele trata da forma com que se
elimina o fenômeno denominado "Memória de forma" característico de
plásticos extrudados como nossa placa alveolar. Este tratamento
torna o PVC menos suscetível a deformações caso ele seja sujeito a
calor excessivo.
Descrição da montagem de um coletor
| 1. Coloque o tubo
de PVC marrom de 70 cm sobre a tábua. Fixe-o com os oito pregos,
dando firmeza ao conjunto. Utilizando o lápis e a régua,
demarcar a área onde será feito o rasgo de 61 cm de comprimento
por 1,1 cm afastamento entre linhas (espessura da placa
alveolar). Centralize esse rasgo de forma que as pontas do tubo
fiquem com 4,5 cm de comprimento cada. |
 |
| 2. Fazer um rasgo
interno à área demarcada, para a introdução da serra de
extremidade livre. Este rasgo pode ser feito com o auxílio de
uma furadeira, com broca de 3 mm. Caso use um ferro de solda
para fazer o início desse rasgo, não respire a fumaça do tubo de
PVC, por ser tóxica. |
 |
|
3. Introduzir a
ponta da lamina da serra e iniciar o corte. Faça movimentos
lentos seguindo a marcação, a fim de não abrir um rasgo maior ou
menor do que o necessário. Nas pontas do rasgo, fazer
cuidadosamente um corte transversal para poder retirar a tira de
PVC. |
 |
|
4. Uma vez
realizados os dois cortes e retirada a tira, dar acabamento com
a lixa nas superfícies cortadas e arredondar, com lima redonda
as, extremidades do rasgo, levando para a largura original da
placa alveolar, de 62 cm. Em seguida lixar e limpar com álcool.
|
 |
Observação: Antes de
prosseguir a montagem repita a seqüência de 1 a 4 no outro tubo de
PVC 32 mm, medindo 70 cm.
|
5. Lixar as
extremidades da placa e encaixar 1 cm de placa no rasgo de cada
tubo. Limpar com um pano embebido em álcool todas as superfícies
que serão coladas, e tomar cuidado para não mais por as mãos
nelas. |
 |
Observação: No caso de
montar dois ou mais coletores fazer 2 gabaritos (ripas de madeira ou
tubos de PVC), idênticos, de 123 cm cada e utilizá-los como
régua-guia nas laterais de todos os coletores na hora da colagem
para garantir a mesma distância entre os tubos de entrada e saída de
água, o que permitirá fácil encaixe com luvas de coletor a coletor.
|
6. Deitar a placa
sobre uma camada de 11 mm de jornal apoiada numa superfície
horizontal. (Assim se mantém a posição correta dos tubos
relativo à placa) Preparar sobre uma chapa limpa uma quantidade
adequada do adesivo bi-componente. Se o adesivo for araldite ou
resina isofitálica, misture talco mineral permitindo que o
adesivo torne-se pastoso. |
 |
|
7. Utilizando a
espátula, passar adesivo nas duas linhas ao longo dos 2 contatos
tubos/placa do lado superior do coletor. Após 2 horas vire o
conjunto tubos/placa e repita a operação de colagem no outro
lado. Se estiver usando adesivo araldite ou resina isofitálica
repita a operação somente no dia seguinte. No caso do adesivo
Plexus pode-se virar a placa praticamente na mesma hora.
|
 |
|
8. Teste de
Vazamento: Tampe três extremidades com caps de 32 mm e na outra
um joelho de 90° com um tubo de 3 metros de comprimento na
vertical (altura ideal). Complete com água e por 15 minutos
observar se não há vazamento nas regiões que foram coladas. Se
houver, reforçar o adesivo nos locais observados e refazer o
teste.
Peso e área do coletor: A área de cada coletor é de 0,78
m2. Cheio de água ele pesa em média 10 kg cada. Essas
informações ajudam a prever qual a área necessária para a
instalação dos coletores e a carga adicional que o telhado irá
suportar. Para efeitos práticos essa carga é muito pequena.
|
 |
|
9. Após 24 horas, e
após o teste de vazamento, lixar levemente uma das faces do
coletor e limpar com pano e álcool. Pintar a face com esmalte
sintético preto fosco usando pincel ou rolo, inclusive sobre a
área da colagem e parte superior dos tubos. Use a fita crepe nos
tubos, para um acabamento limpo; deixar sem tinta apenas 3 cm
das pontas dos tubos para futuro encaixe dos componentes de PVC.
|
 |
10. Cuidados com o
coletor vazio exposto ao sol: A eliminação de memória (veja item a
seguir) do coletor solar de PVC, não é um processo obrigatório, pois
desde que exista a garantia de que o coletor não ficará vazio
exposto ao sol, não haverá problema algum. Mas para evitar que os
coletores fiquem expostos ao sol no momento da instalação do
sistema, poderá ser colocado sobre os coletores uma proteção para
que o sol não incida diretamente sobre os mesmos. Assim podendo
utilizar materiais como: papelão, tábuas, panos, EPS (isopor), ou
qualquer manta que faça uma proteção contra os raios do sol nos
coletores.
Um outro processo que ajuda para que os coletores não sofram a ação
do sol, seria a pintura dos coletores após tudo instalado e cheio
água.
11. Item especial dirigido
ao Monitor:
Eliminação da Memória de Forma em coletores destinados a
terceiros como alunos, entidades assistenciais e outros.
A placa alveolar de PVC tem
uma característica denominada de memória de forma. A placa quando
aquecida, por igual, até uns 75°C reduzirá seu comprimento em 5 a 10
mm. A razão disso é o estiramento que a placa sofre, ainda quente,
quando acaba de sair da extrusora. É esse estiramento que leva ao
fenômeno da memória de forma.
O projeto ASBC familiar prevê
a pintura da placa de um lado só. Pintada assim, caso exposta vazia
à radiação solar intensa, ela pode entortar ficando feia apesar de
operacional. Esse fenômeno pode acontecer com as placas instaladas,
não representando nenhum perigo em sua operação (veja mais detalhes
no site > como fazer > FAQ > Tópico n° 2.006).
Para evitar o processo da
deformação, o monitor deverá:
1- Antes de realizar a
montagem do coletor (união da placa alveolar ao tubo pré rasgado),
item 6 e 7 acima, pintar a placa de preto, frente e verso. Deixar
uma lista de 1,5 cm sem pintura nas duas pontas da placa,
protegendo-a com fita crepe. Isto é feito para permitir a posterior
união placa tubo, evitando lixamento da tinta preta. Deixar a tinta
secar conforme instruções do fornecedor. (Semelhante como informado
no Item 9 acima)
2- eliminar a memória:
Processo de duração máxima de uma hora
2.1- expor a placa ao Sol.
2.2- quando, após alguns minutos, iniciar uma flexão, virar a placa,
expondo o outro lado ao Sol. Iniciar-se-á a contra flexão.
2.3- virar novamente.
2.4- seguir o processo por mais algumas vezes até a placa ficar
insensível ao calor, não flexionando mais. A eliminação da memória
pode levar de 20 a 60 minutos
2.5 - Retornar ao processo de montagem, item 06 em diante.
3- teste de vazamento/pressão
(Item 8 acima):
para dar segurança ao monitor e para aquele que receberá o coletor
pronto, ele deverá ser testado com uma pressão de 20 mca (dois bar,
30 libras). Para criar esta pressão nada melhor do que encher o
coletor de água, completando a pressão com o ar de uma bomba de
bicicleta, medindo-a com um manômetro. É o momento da verdade sobre
a qualidade do processo da adesão. Por sinal, no laboratório do ASBC,
temos como limite a pressão de 40 mca. O monitor que tiver dúvidas
sobre o processo de pressurização, pode falar com a equipe SoSol.
Seguir adiante, conforme os
itens 1 a 9 acima.
3.2 Reservatórios
térmicos
A principal função do
reservatório térmico é armazenar água e mantê-la aquecida para ser
utilizada no chuveiro. Os reservatórios dos sistemas tradicionais
têm formato cilíndrico horizontal e são fabricados em aço inoxidável
ou cobre com excelente isolamento térmico, já que a água atinge
temperaturas de até 85°C.
A equipe da SoSol considera possível a utilização de outros
materiais, além do metal, na manufatura de reservatórios. Nos testes
experimentais o ASBC teve como reservatório: caixa d'água de cimento
amianto, caixa termoplástica e as de resina, além de outros tipos de
embalagens industriais, que após algumas alterações serviram como
reservatório térmico. Caso a caixa utilizada para montar o
reservatório seja de EPS (Isopor) recomenda-se impermeabilizar seu
interior com filme plástico pneumático, evitando vazamentos,
encharcamento do EPS e à contaminação da água.
Com base em suas necessidades
diárias de água aquecida, espaço disponível e possibilidade
financeira, o usuário escolhe qual será o tipo de caixa que irá
utilizar na montagem de seu reservatório. Ele pode optar em instalar
uma nova caixa ou então utilizar a própria caixa d'água e adaptá-la
para se tornar um reservatório térmico.
Caso tenha que instalar uma
nova caixa, aconselha-se escolher uma com um formato apropriado para
o local em que será instalada, observando se conseguirá
transportá-la até o lugar onde será instalada. Se optar em utilizar
a sua caixa de água fria, ele terá que fazer algumas adaptações para
que ela se torne também um reservatório térmico, que passará a ser
chamado de caixa mista (quente / fria).
A seguir será descrito o processo para montar um reservatório
térmico a partir de uma caixa de cimento amianto. Caso o leitor
escolha outra embalagem a descrição da montagem a ser seguida deve
ser a mesma.
3.2.1 Descrição da montagem do reservatório térmico integral (só
água quente)
A relação a seguir descreve as principais peças e complementos
necessários para a montagem de um reservatório térmico. Ao lado de
cada item está descrito sua finalidade.
| Quant. |
Componentes |
Finalidade |
| 01 |
Caixa de cimento-amianto,
Fiberglass, EPS, outros |
Armazenar a água aquecida |
| 02 |
Adaptadores soldáveis com
flanges e anel de 32 mm |
Unir os tubos dos coletores
à caixa |
| 03 |
Conjuntos de adaptadores com
flanges de 25 mm |
Para a torneira de bóia,
pescador e o ladrão |
| 01 |
Torneira de bóia
preferencialmente com saída para mangueira |
Repor a água do reservatório |
| 01 |
Pedaço de tubo branco ou
marrom de 7,5 a 10 cm de diâmetro |
Reduzir o turbilhonamento da
água fornecida pela torneira de bóia |
| 01 |
Bóia de plástico do pescador |
Manter a ponta do pescador
flutuando na camada mais quente da água |
| 01 |
Eletrotubo flexível amarelo
de aproximadamente 1 m x 25 mm de diâmetro |
Componente do pescador que
capta a água da camada mais quente. Mais opções de pescadores,
logo adiante |
| XX |
Material isolamento térmico
- serragem, jornal, forração, EPS, grama seca picada, etc. |
Isolar as laterais e tampa |
| 01 |
Rolo de barbante / fitilho /
fita adesiva |
Amarrar o isolamento nas
laterais e tampa |
| XX |
Filme de PVC (lona de
caminhão) |
Proteger o isolamento da
caixa quando estiver exposta ao tempo |
| |
Ferramentas
|
Finalidade |
| |
Serra copo com diâmetro de
44mm para flange de 32mm |
Fazer os furos na caixa de
água para a interligação com os coletores |
| |
Serra copo com diâmetro de
36mm para flange de 25mm |
Fazer os furos na caixa de
água para a torneira de bóia, pescador e o ladrão |
Observação sobre a serra copo:
Para caixa de plástico usa-se a serra copo comum com dentes; para
caixa de cimento amianto usa-se a serra de copo especial para
cimento, e deve-se usá-la jogando água na hora do furo para não
levantar e não inalar a poeira que é tóxica.
Escolhido o tipo de
reservatório que será utilizado pode-se iniciar o processo de
montagem. A manufatura de uma caixa quente se resume em abrir furos
nas laterais e instalar os componentes complementares de PVC que
controlam a entrada e saída de água do reservatório.
1. Com a caixa vazia e seca fazer dois furos de diâmetro de
32 mm em duas paredes opostas, seguindo os seguintes padrões: o furo
do lado esquerdo é a saída de água fria para os coletores e o furo
da direita é o retorno da água aquecida. Instalar nesses furos os
adaptadores soldáveis com flanges e anel de vedação de 32 mm. A
posição do furo da esquerda é a mais baixa possível para que todo o
volume de água possa ser aquecido. O furo da direita pode ser
realizado até a altura equivalente a metade da altura da caixa.
(Veja Anexo 1).
|
2. Fazer um
terceiro furo com diâmetro de 25 mm numa parede perpendicular a
dos furos anteriores. O centro desse furo pode estar uma altura
máxima da metade da altura total da caixa. Instalar nesse furo o
adaptador soldável com flanges de 25 mm pelo qual passará a água
da caixa para o chuveiro. |
 |
3. Fazer mais dois
furos de 25 mm de diâmetro na lateral esquerda e outro na parede
oposta. Procure fazer esses furos o mais alto possível, para obter
um maior volume de água armazenada no reservatório. Aconselha-se que
o centro dos furos mantenha uma distância de aproximadamente 8 cm da
margem superior da caixa.
No furo do lado esquerdo, instalar a torneira de bóia e no furo da
direita rosquear uma flange de 25 mm para o "ladrão". Conectar um
tubo na saída do ladrão direcionado para um lugar onde o vazamento
seja rapidamente perceptível pelo usuário, em caso de falha da
torneira da bóia.
|
A caixa ficará com um
total de cinco furos. Os dois superiores são entrada de água da
rua e a saída do ladrão. Os três furos inferiores são, entrada e
saída para os coletores e a saída para o chuveiro. Não foi
mencionado o furo de consumo de água fria, pois esta é uma caixa
exclusiva para água quente. |
 |
Por último, mas não menos
importante, deve ser feito um bom isolamento térmico da tampa e das
laterais, do lado externo da caixa. A eficiência do isolamento
térmico depende da espessura e da qualidade do material utilizado. A
sugestão, sempre visando o baixo custo, é o uso de materiais
disponíveis gratuitamente em sua comunidade.
A experiência tem mostrado que na fase da instalação e primeira
operação do ASBC o isolamento ainda não precisa ser aplicado. Quando
a operação de aquecimento já for um sucesso pode-se pensar no passo
do isolamento.
3.2.2 Montagem do
reservatório térmico misto (água simultaneamente quente e fria)
A caixa mista foi desenvolvida
para situações onde não é possível a instalação de mais uma caixa,
seja por motivos financeiros ou por falta de espaço no forro /
telhado. Nesse caso a caixa d'água fria é adaptada para tornar-se o
reservatório térmico virtual. Esta opção é destinada a casas que já
têm caixas com volume igual ou maior que 500 litros; assim pelo
princípio da estratificação a parte superior do volume de água
armazenada fica aquecida e o volume inferior se mantém fria, sem a
necessidade de nenhuma barreira física para separar a água fria da
água quente.
A única diferença deste modelo de reservatório em relação ao
descrito anteriormente, o reservatório térmico integral, é a posição
do furo de retorno de saída de água para os coletores. Por exemplo,
considere uma caixa com formato cilíndrico, retangular ou quadrado.
Anote na lateral da caixa o local do nível máximo de sua água
(equivale a altura do fundo da bóia da torneira de bóia toda puxada
para cima). Essa anotação corresponde ao símbolo H do desenho
abaixo. Divida essa altura (H) em 5 partes iguais (H/5); se a caixa
for de 500 litros cada uma dessas divisões tem volume de 100 litros
e se a caixa for de 1000 litros cada uma dessas divisões terá 200
litros.
Figura 3 - Posição dos furos no
reservatório térmico misto

Tome como referência a linha
em negrito tracejado; ela passará a ser o fundo de seu
reservatório térmico misto. Assim, faça o centro do furo 1, da
lateral esquerda (saída de água fria para os coletores) na altura do
próprio negrito tracejado.
Faça o centro do furo 2 na
lateral direita (retorno da água aquecida pelos coletores), 5 cm
acima do negrito tracejado, permitindo o correto enchimento dos
coletores. O furo 3, do pescador (saída de água para o chuveiro), é
feito sobre o próprio negrito tracejado.
3.3 Componentes
complementares do reservatório térmico
As peças complementares servem
para controlar o fluxo de entrada e saída de água que circula no
sistema. Elas são montadas a partir de tubos e conexões encontradas
em lojas de materiais de construção. Independente do tipo de
reservatório utilizado sempre haverá necessidade de instalar as
peças complementares para o perfeito funcionamento do sistema.
|
A primeira é chamada de
redutor de turbulência, é um tubo de 7,5 a 10 cm de diâmetro
adaptado ao tubo do registro da bóia. A sua função é diminuir o turbilhonamento da água fria que entra, levando-a para o fundo
da caixa evitando que a água aquecida armazenada na parte mais
alta do reservatório se misture com a água fria que entra como
reposição. Seu comprimento deve ser tal que sobre um espaço de 1
cm entre tubo e fundo da caixa. |
 |
|
A Segunda, o pescador, é
um conjunto formado por um eletroduto flexível amarelo e uma
bóia (flutuador). Esse conjunto é conectado no lado interno do
furo 3 e sua finalidade é levar para o chuveiro a água da caixa
que estiver com maior temperatura, ou seja, a da parte superior
do reservatório. |
 |
O pescador pode ser montado de
outras maneiras; veja abaixo algumas alternativas:
Observe, após o enchimento da
caixa, se as bóias da torneira de entrada e do pescador estão
flutuando livremente. As duas bóias não podem estar se cruzando
dentro do reservatório. Elas tem que funcionarem livremente. Caso
aconteça esse cruzamento, a bóia do pescador deve ficar embaixo da
bóia da torneira de entrada, isso para que o furo do pescador
continue captando a água durante o uso. Caso o pescador esteja sobre
a bóia da torneira de entrada, ele poderá interromper o fluxo da
água entre a caixa e o chuveiro elétrico durante o uso.
Um item importante quando os
coletores são instalados na mesma altura da caixa é a válvula de
retenção (light) instalada no interior do
reservatório no flange de retorno da água quente vinda dos
coletores. Essa válvula serve para liberar a entrada de água quente
durante o dia, e impedir o retorno dessa água durante a noite, ou
quando não tiver insolação sobre os coletores. Mais detalhes em:
site> como fazer> FAQ> FAQ 9.002,
com a pergunta: O que devo considerar
no caso de coletores estarem no mesmo nível do reservatório térmico?
4. Instalação do sistema
ASBC
4.1 Interligação dos
coletores
Após a montagem dos coletores
e do reservatório o usuário deverá fazer a interligação entre eles
por meio da tubulação de PVC. Em instalações residenciais, usuários
do ASBC informaram que não utilizaram a cola de PVC em tubos e
componentes, e sim a fita veda rosca - sempre com bons resultados. A
ausência da cola permite que sejam feitas as adequações iniciais
necessárias. Após todos os testes, as conexões do ASBC podem ser
coladas definitivamente, caso o montador assim o deseje.
Em sistemas residenciais, os coletores sempre devem ser ligados em
paralelo, o que significa uma interligação contínua dos tubos de
baixo, assim como a dos tubos de cima. As conexões entre os
coletores devem ser feitas, pelo menos na fase inicial, sem o uso de
adesivo. As opções de como fazer as conexões podem ser resumidas na
tabela 3.
Tabela 3 - Formas de interligação das
conexões
| Conexão com camada de fita
de teflon (fita veda rosca) |
Facilita a montagem e
desmontagem |
| Conexão a seco e sem
adesivo |
Maior esforço para montar
e desmontar, resultando uma conexão mais firme |
| Conexão com adesivo |
Tigre Menor esforço e
montagem definitiva, padrão PVC |
Após a conexão dos coletores,
irão restar quatro "pontas". Duas delas servirão para a circulação
de água; uma para a entrada de água fria pelo tubo inferior (furo 1
do reservatório), e a outra, diametralmente oposta no tubo superior,
para o retorno de água aquecida (furo 2 do reservatório). Nestas duas
pontas devem ser colados os joelhos 90º. As outras duas serão
seladas, sendo que na ponta inferior, selar com um adaptador
bolsa/rosca e cap com rosca e na outra ponta, no tubo superior,
fechar com cap colado.
4.2 Fixação e inclinação
dos coletores
Determinada a posição dos
coletores no telhado, se possível direcionados para o norte
geográfico e sempre respeitando as alturas relativas entre caixa
d'água e coletores, o usuário fixará os coletores na estrutura de
madeira do próprio telhado. Essa fixação deve ser feita com fios de
cobre rígidos de longa vida no ambiente externo, evitando
abraçadeiras plásticas de correr, que sofrem rapidamente a ação do
tempo. (Leia com atenção os Anexos 1 e 2 desse manual).
Caso os coletores sejam instalados em uma laje, deve-se considerar
como inclinação ótima, a latitude do local acrescida de 10 graus.
Por exemplo, em São Paulo a latitude é 23°, portanto a inclinação
deve ser 33°. No caso de residências com telhados que não atingem a
inclinação sugerida (latitude + 10°), pode-se compensar essa
diferença com o acréscimo de mais um coletor, caso a temperatura da
água do banho no inverno esteja abaixo do esperado.
|
Antes de fixar os
coletores definitivamente, é necessário manter uma pequena
inclinação lateral no conjunto para facilitar a eliminação de
bolhas de ar dos coletores e tubulações, permitindo que elas
subam naturalmente até o reservatório, saindo pelo ladrão.
Ensaios em laboratório indicam que para cada 1 m de coletor 2 cm
de inclinação lateral são suficientes para garantir a
movimentação das bolhas de ar da tubulação. Resumindo, o lado
da saída da água quente dos coletores deve ser o ponto mais alto
do conjunto. |
 |
4.3 Interligação coletores com reservatório
Após a fixação dos coletores na posição
definitiva faça a interligação dos coletores com o reservatório. O
reservatório deve estar acima do nível das placas, e quanto maior
este desnível, melhor a circulação de água entre os coletores e o
reservatório. Assim, é necessário que a cota inferior do reservatório
(fundo) esteja pelo menos na cota superior dos coletores (tubo
superior), ou então, seguindo as informações do anexo 1.
Portanto quanto mais próximo o reservatório estiver da cumeeira e o
coletor próximo da borda externa de uma das águas do telhado, melhor
será a circulação de água no sistema. Este desnível, porém, não deve
ser maior do que 3 metros, dadas as limitações de pressão nos
coletores plásticos do ASBC.
Na eventualidade de que seja impossível manter os
coletores abaixo do fundo da caixa, isto é, instalando-os na altura
da própria caixa, estaremos diante da situação descrita
detalhadamente no trabalho presente no site: site>
projeto ASBC> componentes - conceitos originais> válvula de retenção
light e os detalhes de como fazer essa válvula light
em: site> como fazer> FAQ> FAQ 9.002, com a pergunta: O que devo considerar
no caso de coletores estarem no mesmo nível do reservatório térmico?
Principal cuidado com os coletores instalados
à altura do reservatório: o tubo superior dos coletores deve estar
pelo menos 5 cm abaixo do nível máximo (usual) da água dentro do
reservatório.
As interligações devem ser feitas com tubos e
conexões de 32 mm. Aconselha-se nessa fase experimental da montagem
utilizar duas voltas de fita veda rosca (teflon) para facilitar o
encaixe e desencaixe das conexões. Inicie as interligações
conectando o tubo que sai do furo 1 da caixa com o joelho inferior
esquerdo dos coletores. O tubo de retorno de água quente sai do
joelho superior dos coletores, no lado oposto da entrada de água
fria, e é conectado no furo 2 do reservatório, por meio de um adaptador
com flange anel de 32 mm.
Observação: no caso da necessidade de uso da
válvula light, sua flange deverá estar um pouco acima do tubo
superior dos coletores, acelerando, por pouco que seja, a circulação
natural entre reservatório e coletores.
A instalação dos coletores à altura do reservatório, traz, além de
uma redução de eficiência térmica do ASBC, pela redução da
velocidade de circulação da água, a possibilidade de sua
interrupção. Ela acontece como resultado de uma ausência momentânea
de água da rede pública, baixando o nível na caixa, expondo a flange
de retorno e bloqueando assim toda a circulação solar da água.
Figura 04: interrupção da circulação por
falta de água da rede.

Formação de gases no ASBC
e sua eliminação
É importante que a tubulação de retorno da
água dos coletores tenha uma inclinação sempre crescente em direção
ao reservatório. Os gases liberados pela água durante seu
aquecimento nos coletores, devem escoar até o reservatório. Se
houver algum ponto alto no meio do caminho (uma inflexão), poderá
ocorrer acúmulo de ar, interrompendo a circulação natural da água.
Se for impossível evitar a inflexão, instale neste ponto alto do
tubo de retorno, um respiro (tubo vertical partindo do ponto alto do
retorno), cuja ponta deve estar 10 cm mais alta do que o nível máximo de água na caixa. O respiro
pode ser um tubo de alumínio, tipo antena de TV, um tubo de PVC de
20 mm ou outro meio que o montador achar adequado.
Figura 05: exemplo conceitual de um
respiro.

Depois de concluída a instalação é conveniente
pintar toda tubulação exposta ao sol com esmalte sintético preto
fosco para aumentar sua vida útil. Se desejar este é o momento de
interligar com adesivos os componentes de PVC.
4.3.1 Isolamento dos tubos de interligação
|
A experiência demonstra
que tubulações com mais de 3 metros devem ser termicamente
isoladas para minimizar perdas. Aconselha-se proteger a camada
de material isolante (escolhido a gosto do instalador), com uma
chapa fina de alumino. Quando o tubo estiver abaixo do telhado a
proteção do alumínio torna-se desnecessária, pela ausência de
chuva e da radiação ultra violeta. Na ausência de chapa de
alumínio, usar chapa de lata de tinta de 18 litros. |
 |
4.3.2 Proteção dos coletores solares antes
do enchimento com água
A presença da irradiação solar de verão sobre
os coletores antes de estarem cheios de água pode afetar
definitivamente suas características mecânicas. Aconselha-se
enfaticamente que enquanto o sistema não estiver completamente cheio
de água, e circulando, os coletores solares sejam cobertos (exemplo:
papelão, folhagens, jornal, etc.).
Veja: site > como fazer > manuais > dúvidas e sugestões
4.4 Interligação entre o reservatório e o
chuveiro elétrico
Ainda falta a interligação do reservatório ao
chuveiro. Essa tubulação pode ser feita com um tubo PVC marrom
soldável de 20 mm, porém recomenda-se que a tubulação, caso
embutida, seja de cobre, CPVC ou outros especiais para altas
temperaturas. A utilização de tubos especiais evitará a troca da
tubulação caso o usuário deseje substituir o ASBC por outro sistema
de aquecimento que forneça água a uma temperatura muito superior ao
do ASBC. A distância entre o reservatório térmico e o chuveiro
elétrico deve ser a menor possível, a fim de minimizar as perdas
térmicas e reduzir o tempo de espera de chegada da água quente.
4.4.1 Configurações da
interligação
Existem 3 configurações possíveis para a interligação da tubulação
do reservatório térmico para o chuveiro elétrico. O usuário deve
escolher a que melhor se adapta à sua residência.
A primeira, de melhor estética, é embutir a tubulação de água
quente na parede do banheiro. A tubulação que vem do reservatório
térmico é interligada nessa tubulação usualmente por
intermédio de um nipel, e normalmente dentro do forro da casa. A
tubulação que ficar embutida deve ser do tipo usada em qualquer
sistema profissional de aquecimento. Os tubos devem ser resistentes
a altas temperaturas como tubos de cobre, CPVC, polipropileno,
polietileno, etc. Nessa configuração vão ficar aparente apenas os
registros para água quente e fria. Dentro da parede deve haver um Tê
de 90° (próprio para água quente) com rosca para ligação das
tubulações "quente - fria", constituindo-se assim o misturador (ver
mais detalhes nesse manual no Anexo 1 o tópico 2). Saindo deste Tê,
segue apenas um tubo (próprio para água quente) que leva a água já
misturada até o chuveiro. As normas internacionais indicam que o
registro de água quente fique do lado esquerdo do registro de água
fria.
Para as configurações 2 e 3 - o tubo de PVC marrom, aquele que a
gente usa normalmente, não deve ser embutido. Se houver real desejo
de embutir por motivos estéticos, siga as orientações da primeira
configuração.
|
A segunda configuração possível é muito semelhante à primeira, sendo
que a tubulação, vinda do teto, ficará aparente, descendo até a uma
altura desejada, (por exemplo, a do registro de água fria pré
existente), onde será instalado o registro da água quente, subindo o
tubo depois do registro em direção ao chuveiro. No tubo de
alimentação do chuveiro deve ser instalado um "Tê", entre a saída da
tubulação de água fria da parede e o tubo de alumínio que leva ao
chuveiro. A tubulação aparente de água quente deve entrar na bolsa
central deste Tê, configurando-se assim o misturador. No sistema ao
lado ainda não foi instalado o dimmer. |
 |
|
A terceira opção é um meio termo entre as duas primeiras, com menos
"quebradeira" que a primeira e de melhor estética que a segunda,
além de mais econômica. Será necessário apenas um furo na laje, para
a descida vertical do tubo que carrega a água quente, e um registro
de esfera de 20 mm soldável com borboleta. Utilizando o mesmo Tê da
segunda opção, ligar na bolsa central a tubulação da água aquecida
que vem do reservatório térmico; em uma das entradas do Tê ligar o
chuveiro e na outra a tubulação de água fria. Para acionar o
registro de esfera é necessário fazer uma haste adaptando uma
extensão na manopla (borboleta) do registro, levando o comando até a
altura da mão do usuário. Convém que a extensão não seja muito
comprida para evitar que crianças se pendurem nela. |
 |
4.4.2
Como manter a temperatura da água para um melhor banho matinal
Em residências onde se deseje tomar um banho matinal utilizando a
água aquecida pelo ASBC é necessário manter o volume de água
armazenado na máxima temperatura. Para isso é necessário garantir
que parte do volume de água aquecida no dia anterior se mantenha
quente para ser utilizado na manhã seguinte. Assim recomenda-se que
a torneira de bóia não complete a água do reservatório com água
fria, durante a seqüência dos banhos noturnos.
Para isso é necessário instalar um registro
que interrompa a alimentação do reservatório quando iniciar os
banhos noturnos. Esse registro pode ser instalado no interior do
banheiro. Será fechado antes do primeiro banho e só será aberto
após o último banho matinal. Na manhã seguinte, após os banhos
matinais, o reservatório começa a encher novamente e permite que a
água se aqueça pela energia solar.
4.5 Ligação do dimmer ao chuveiro
|
Em dias nublados ou
chuvosos, a temperatura da água poderá ficar inferior ao valor
desejado. Assim, para elevar a temperatura a um valor confortável,
instala-se um controlador de potência do tipo dimmer em
série com os fios de alimentação do chuveiro elétrico. O
dimmer permite que se utilize somente a potência necessária
para elevar a temperatura, evitando o superaquecimento da água
do banho. Antes de instalar o dimmer, leia com muita
atenção as instruções do fabricante. |
 |
4.6 O boiler pré-existente
Para evitar despesas desnecessárias de
energia, sugere-se desativar o boiler fazendo uma ligação direta
entre saída quente do ASBC com o tubo que já acessava o chuveiro ou
ducha. Com a eliminação da função de aquecimento do boiler
(disponibilizando-o para possível uso futuro) torna-se necessário
substituir a ducha por um chuveiro elétrico com dimmer ou
eletrônico. Caso o instalador deseje manter o boiler na função de
aquecedor de apoio, a SoSol pode apresentar detalhes de como isso
poderia ser realizado. Porém, essa opção consome muito mais energia
elétrica.
4.7 Peças e complementos de interligação
A relação a seguir descreve as principais
peças e complementos necessários para a interligação de coletores,
reservatório e o chuveiro elétrico.
| Quant. |
Peças |
Finalidade |
| |
Caixa - Chuveiro |
|
| 01 |
Dimmer eletrônico |
Controlar a potência do
chuveiro |
| 01 |
Tê de 90° com rosca de ½" |
Unir a entrada de água fria
com a entrada de água aquecida e enviar para o chuveiro. |
| 01 |
Nipel roscável de ½" |
Interligar o dimmer à rosca
de encaixe do chuveiro (água fria) |
| 01 |
Registro esfera com
borboleta de ½" |
Controla o fluxo de água
aquecida no chuveiro |
| 01 |
Tubo de PVC 25 mm,
aproximadamente 1 metro |
Montagem da haste de
acionamento |
| 01 |
Cap marrom soldável 25 mm |
Componente da haste de
acionamento |
| 01 |
Joelho 90° marrom soldável
25 mm |
Componente da haste de
acionamento |
| |
Coletores - Caixa |
|
| xx |
Tubo de 32 mm PVC rígido e
possíveis componentes |
Interligar o sistema
de coletores ao reservatório |
| |
Fio de cobre rígido 2,5 mm,
arame galvanizado, abraçadeira |
Fixar os coletores no
telhado |
| |
Fita veda rosca (fita teflon) |
Vedar roscas e facilitar os
encaixes |
| |
Material isolante - jornal,
carpete, EPS, etc. |
Isolar termicamente a
tubulação |
| |
Chapa de alumínio ou de lata
de óleo |
Proteção dos isolamentos da
ação do Sol e da chuva |
4.8 Enchimento do ASBC
Abrir a tampa do reservatório e acionar o
registro que controla a torneira de bóia. A água ao subir vai fluir
pelo tubo de 32 mm de saída de água fria iniciando o enchimento dos
coletores. Passados alguns minutos, os coletores estarão cheios e a
água estará chegando à caixa pelo tubo de retorno dos coletores.
Cuidado: Nunca permita que no enchimento os coletores recebam água
vinda do lado direito da caixa (retorno). O enchimento simultâneo
dos coletores leva à criação de grandes bolhas de ar que vão impedir
a circulação natural entre coletores e caixa.
Caso isso aconteça, facilmente verificável pelo toque da palma da
mão sobre a superfície dos coletores confirmando presença de áreas
mais quentes, as seguintes medidas podem ser tomadas:
Inserir o esguicho de água no tubo de saída do
aquecedor (dentro da caixa). Abrir a torneira cuidadosamente até
verificar que grandes bolhas de ar estão saindo do lado do retorno.
Fechar a torneira e retirar o esguicho.
Na inexistência do esguicho, abrir o cap branco com rosca deixando, a
água escapar até secar os coletores. Fechar a saída com o cap e
reiniciar o enchimento da caixa com os devidos cuidados. Caso o
retorno se situe no mesmo nível ou abaixo da flange de saída para os
coletores, existe um método simples para evitar que a água entre
pela flange de retorno, sem que se impeça o escape do ar proveniente
dos coletores que estão sendo inundados internamente.
|
Isso se faz com 5 cm
de tubo de 32 mm, um joelho de 90º e outro pedaço de tubo de
32 mm com aproximadamente 20 cm de comprimento. Veja a
figura ao lado.
|
 |
Reforçando: Evite que água entre
simultaneamente pelos tubos que acessam os coletores (saída e
retorno), pois nesse caso poderá ocorrer uma retenção de ar nas
placas gerando grandes bolhas que impedirão a circulação natural da
água aquecida.
Enquanto o reservatório enche, retire a
proteção de sombreamento que cobria os coletores e verifique se há
vazamentos em qualquer lugar dos tubos e dos coletores. Controle o
nível da água na caixa entortando adequadamente a haste da torneira
de bóia.
4.9 Primeiro acionamento do ASBC
Aconselha-se que o usuário sempre acione em
primeiro lugar o registro de água quente. Caso a temperatura da água
aquecida esteja abaixo do esperado, o usuário pode complementar o
aquecimento acionando o ajuste fino do dimmer, fixado próximo
ao chuveiro elétrico, que elevará a temperatura da água somente o
necessário. Caso a água esteja a uma temperatura agradável ele não
precisa acionar o dimmer. O registro de água fria só será
utilizado quando o usuário sentir necessidade de diminuir a
temperatura da água aquecida pelo sol ou então quando quiser tomar
um banho frio.
5. Comentários finais
5.1 Potabilidade da água fornecida pelo
ASBC
As placas de forro alveolares de PVC têm em
sua formulação aditivos que podem alterar a potabilidade da água.
Com base em testes realizados no laboratório de análise química do
IPEN, a presença de aditivos na água, acima dos parâmetros legais, é
observada somente nas primeiras semanas de circulação da água pelos
coletores (não mais do que quatro). Nas semanas seguintes a água já
entra em regime de potabilidade, apresentando somente traços destes
aditivos. Assim a Sociedade do Sol recomenda que o usuário, nas
primeiras quatro semanas de uso, não a utilize para cozinhar e nem para beber.
Além desse cuidado inicial, aconselha-se que sempre que o sistema
ficar inativo por sete dias ou mais (ausência de moradores, férias,
etc) toda a água do reservatório seja trocada. A água parada em um
ambiente, mesmo que escuro e quente, apresenta condições para o
desenvolvimento de microorganismos.
5.2 Cuidados na operação
Por sua natureza, o ASBC ainda é um produto
experimental. Diariamente chegam sugestões de montadores de todo o
Brasil, sugerindo novas idéias que podem facilitar a manufatura das
peças e montagem do sistema. Sinta-se à vontade para enviar
sugestões e comentários que possam resultar numa melhora da
eficiência do ASBC.
Por outro lado existem também aqueles montadores que por dificuldade
de interpretação do manual ou outros problemas, não ficam satisfeitos
com o aquecimento fornecido pelo sistema. Para esses, sugerimos que
antes de desistirem de colocar o sistema em operação definitiva,
atentem às sugestões a seguir:
- Analisar a existência de vazamento na
tubulação e coletores.
- Analisar se o coletor está muito quente
uniformemente. Nesse caso pode haver bolhas de ar no sistema
placas/tubos, impedindo a circulação da água.
- Analisar se os tubos de circulação não
estão entupidos com jornal ou panos.
- Rever a inclinação dos coletores e dos
tubos de retorno.
5.3 Manutenção
O ASBC é um equipamento que não necessita de
manutenção e reparos constantes. Entretanto recomendam-se atenções
no decorrer de sua utilização.
Coletores
Inspeção visual: Uma vez por ano analise a
superfície negra e a região colada, porém sem forçá-los. Procure
rachaduras ou descolamentos nessas regiões.
Superfície Negra: Os coletores deverão ser repintados de tempos em
tempos, dependendo da região do Brasil e de sua insolação. A tinta
preta fosca sintética pode operar bem até cerca de 3 anos quando
totalmente exposta às intempéries.
Limpeza interna do sistema:
Uma vez ao ano sugere-se desatarraxar o Cap com rosca 1" (branco) do
sistema de coletores. A água do reservatório térmico esvaziar-se-á
pela nova abertura. Observar a
cor da água. De início marrom, devido aos depósitos de barro e
outros materiais dentro dos tubos de PVC. Pouco tempo depois ela
clareará e o Cap já poderá ser recolocado e reapertado. Não esquecer
de passar veda rosca para evitar pequenos vazamentos neste local.
Excesso de torção no manuseio do Cap: Lembrar que ao
desatarraxar e reapertar o Cap, sempre prender o tubo de PVC com
alicate ou com uma mão firme para evitar que a torção desta operação
force o coletor solar, nas linhas de colagem entre placa / tubo.
Reservatório térmico - Leia com muita atenção !!!
Inspeção visual externa: A cada seis meses faça uma verificação
cuidadosa do seu estado, incluindo vazamentos.
Inclua nesta inspeção UMA VIGOROSA AÇÃO DE
LIMPEZA DA CAIXA DE ÁGUA
TÉRMICA, TAL COMO SUGERIDO NO SITE DA SABESP:
http://www.sabesp.com.br => Uso Racional da Água => Dicas e
Testes => Limpeza de Caixa d'Água
Esta operação de limpeza é obrigatória para qualquer tipo de
caixa de água.
No caso de aquecedores solares esta limpeza é ainda mais importante
diante da potencial facilidade com que algas e bactérias se
multiplicam em ambientes mornos a quentes.
Se o reservatório térmico for de EPS (Isopor) e se ele estiver
exposto à luz solar e ao tempo sem proteção especial, ele pode
sofrer rápido desgaste e deformidade em seu formato.
Verifique também a qualidade do filme plástico ou cobertura interna
de proteção contra vazamentos. Uma excelente forma de verificar se
houve vazamento é a de tentar levantar o reservatório vazio. Se ele
estiver muito mais pesado do que a caixa quando nova, esta caixa já
vazou e perdeu sua capacidade de isolamento térmico.
Inspeção visual interna do reservatório térmico: Observe o
funcionamento das peças complementares.
.
5.4 Lista com sugestão de fornecedores
| TIPOS DE MATERIAIS |
FABRICANTE / ENDEREÇO /
CONTATOS |
| |
| Tubulação |
| Tubos, conexões e
eletrotubos PVC |
Padrão Tigre, em todo
revendedor de material de construção.
Apoio técnico TeleTigre - 0800 707 4700 |
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| Forros
modulares PVC |
| Peças de 1250 x 620 x 10
mm |
Confibra - www.confibra.com.br
0800 110 920 - Fábrica - (019) 3809 6007.
Representante em São Paulo:
Antônio Palma
<cepasi@uol.com.br> (11) 5011 6105 / (11) 9904 8964
Obs.: Ele tem distribuidor que envia as placas para todo o
Brasil. |
| Revendedor Apoio no
Butantã - São Paulo: (11) 3771 3796 |
Fabricante que atende
Brasil e América Latina:
Solicitar dados de Distribuidores / Revendedores em sua área.
0800 979 6633 |
Distribuidor de Forros
Modulares na grande S. Paulo:
(11) 3751 0251 |
| Outros trajetos de
pesquisa - Google: Forros em PVC Rígidos Modulares |
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| Isolamentos
Térmicos |
| Placas de EPS, 15 mm,
especial para coletores |
Div Term, com Nilza,
(011) 3662 0288
R. Camaragibe 216, Barra Funda S.P. Ou outros distribuidores de
EPS (isopor) no Brasil |
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| Manta de Polietileno
Expandido de 5 a 10 mm para reservatórios / tubos |
Styroplast (011) 4611 2100 fábrica |
| Representante Styroplast:
Nome: Rose e-mail:
styroplast@styroplast.com.br Fax: (11) 4611-2422 |
Joongbo (085) 3216
8100 / 0300 313 6022 ambos fábrica.
D. Agnes, Representante SP (011) 6163 0635 |
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Plástico Bolha
aplicações isolamento térmico em
espaços protegidos do sol. |
Lojas de embalagens e
materiais de construção. |
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| Outros
isolamentos |
| Serragem, grama ou sapé
secos picados, jornal, forro de carpete, casca de arroz, etc. |
Sempre gratuitos e
disponíveis nas redondezas do instalador |
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| Reservatórios |
| Caixas de água Padrão Tigre,
250, 310, 500, 1000 litros |
Depósito de material de
construção |
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| Controladores
de Potência de Chuveiros - dimmers |
| Dimmer 5,4 e 6,4
kW |
Martronic,
Sr. Marcos, (011) 3621 2052 / 2045. |
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Dimmer
Thermosystem
Em 2008 a empresa voltou a vender seu Dimmer para chuveiro
elétrico pela rede de revenda dos chuveiros eletrônicos
Thermo System |
Botega Eletrônica Ltda.
- Tubarão - SC,
(048) 3621-0500 / 0800 704 9480
e-mail: ademilson@botega.com.br
No estado de São Paulo falar com Augusto Gusson
(011) 4341 8569 augustogusson@directnet.com.br |
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Dimmer Thermo Banho
Empresa nova, com atendimento e venda personalizada |
Thermo Banho - Iguatu - PR
(045) 3248 1252
e-mail: contato@thermobanho.com.br
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| Chuveiros
Elétricos com dimmer integrado |
Chuveiro Eletrônico
para ASBC
c/misturador de água incorporado |
Botega Eletrônica Ltda.
Tubarão - SC
(048) 3621-0500 / 0800 704 9480
e-mail: ademilson@botega.com.br
No estado de São Paulo falar com Augusto Gusson
(11) 4341 8569 augustogusson@directnet.com.br |
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| Chuveiro Eletrônico |
Zagonel, (049)
366-1326 |
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| Chuveiro Eletrônico |
Sintex, (47)
3473-5555 |
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