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Boletim Informativo SoSol Número: 009
Data: 11/2005
 

Sociedade do Sol recebe e treina
representantes de ONGs chilenas no ambiente CIETEC

Como conseqüência da presença em nossa casa, durante seis meses, do jovem voluntário francês David Chénier, estudante em fase de graduação em tecnologias ambientais na região da Champagne França, abriram-se novas portas para a internacionalização do projeto Aquecedor Solar de Baixo Custo, o ASBC.

David, antes de retornar à França, iniciou interessantes contatos com ONG francesa que tem uma intensa atividade na Bolívia, Peru e Chile, onde está presente por filiais locais, denominada de "INTI Bolívia".

Como conseqüência do intenso trabalho de comunicação que David realiza hoje na França, na qualidade de porta-voz da Sociedade do Sol, esta sociedade aprofundou a comunicação com a equipe da filial chilena, a INTI LLAPU, composta de 7 voluntários que trabalham em tempo integral para o projeto do fogão solar.

A principal função da LLAPU é a de capacitar famílias locais (cidade de Copiapó na terceira região chilena, 900 Km acima de Santiago, no deserto de Atacama), na construção e uso familiar de "cosinas solares" os conhecidos fogões solares, que aquecem as panelas através do efeito estufa, cozinhando feijão, arroz e outros alimentos em pouco tempo, exclusivamente pela sua exposição à energia do sol, muito intensa naquela região desértica do Chile.

São cursos de 4 a 5 dias, dos quais os usuários partem com seus fornos auto-construídos e capacitados no uso destes equipamentos de cozinha.

Uma das razões do sucesso desta atividade da INTI LLAPU com mais de 500 fornos construídos, é o alto preço do GLP local. Para cada forno fabricado e entregue, a equipe recebe uma subvenção da INTI - Matriz. É a mesma forma de atuação com que esta ONG francesa trabalha na Bolívia e no Peru.

O ASBC no Chile, Bolívia e Peru:

Face ao problema do custo do GLP, desta vez para o aquecimento da água para o banho familiar, dois elementos, Omar e José da LLAPU estiveram na Sociedade do Sol, do dia 26 ao dia 30 de outubro de 2005, tendo ido e voltado de ônibus, uma viagem cansativa de mais de 3 dias.

Esta equipe acompanhou todas as atividades da Sociedade nestes dias, tendo inclusive participado de um dos intensos cursos de manufatura do ASBC de 11 horas corridas.

Participou ativamente da montagem do novo laboratório solar para o estudo do aumento de eficiência do aquecimento de água em grandes volumes, (1000 a 2000 litros). Equipamentos assim são destinados a lares assistenciais e para uso na agricultura familiar. A forma de construção destes equipamentos fará parte do manual de construção do ASBC, já disponibilizado no site www.sociedadedosol.org.br

Esta equipe também ficou conhecendo uma das escolas do SENAI, a do Tatuapé, São Paulo SP, participando de palestra proferida por SoSol a visitantes presentes.

O evento público realizado no SENAI relaciona-se à semana de apresentação de trabalhos técnicos relativos à construção civil, desenvolvidos por alunos desta escola.

Estes dois chilenos agora estão 100% capacitados para inserir a nova tecnologia solar em sua cidade assim como para treinar as equipes irmãs peruanas e bolivianas. Seu alvo é o de propiciar imediatamente a montagem de 50 ASBCs em curto espaço de tempo. Com esta porta aberta, Brasil poderá exportar componentes de PVC e adesivos especiais inexistentes no Chile.

Este primeiro passo para a multiplicação do ASBC na América Latina é resultado, entre outros, da apresentação de Manuais técnicos oferecidos em castellano, exatamente para este fim.

O Fogão solar no Brasil

O próximo passo desta Sociedade será a de visitar a LLAPU no Chile e participar das atividades desta ONG, trazendo para o Brasil a tecnologia de construção e uso do fogão solar, de fácil aplicação em nosso país, quente e ensolarado.

Sabemos que um grande número de famílias brasileiras não tem mais condições financeiras pára adquirir o GLP para uso em suas atividades diárias. O forno solar poderá reduzir os perigos a que estas famílias, em especial suas crianças estão expostas, com o uso de álcool para cozer alimentos. O forno solar, por sua simplicidade e previsto baixo custo, poderá se custear pela economia do GLP.

A equipe da Sociedade do Sol tem consciência do intenso trabalho necessário para internalizar a tecnologia, adequando-a aos materiais e técnicas disponíveis no Brasil.

 

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