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Reúso de Água
Residencial |
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Simples forma de economizar H2O na habitação urbana
ATENÇÃO:
ESSE PROJETO ESTÁ EM FASE DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO |
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Introdução
"Os 1,36 x 1018
metros cúbicos de água existentes na Terra distribuem-se da seguinte
forma:
| Água do mar: |
97,0% |
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| Geleiras |
2,2% |
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| Água doce |
0,8% |
| ............. |
água subterrânea: |
97% |
| ............. |
água superficial: |
3% |
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| Total |
100,0% |
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Fonte: von Sperlin, Marcos.
Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 3. ed. Belo
Horizonte: Depto de Engenharia Sanitária e Ambiental; UFMG; 2005".
É hoje um fato comprovado que o volume de água doce e limpa (menos
que um por cento de toda a água disponível no planeta) está se
reduzindo em todas as regiões do mundo. Inclusive no Brasil.
A região da Grande São Paulo é um exemplo típico desse problema.
O consumo exagerado das
reservas naturais de água por causa do alto crescimento populacional
está sendo maior do que a natureza pode oferecer, e a poluição
produzida pelo homem está contaminando e diminuindo cada vez mais essas
reservas.
Por sorte, a população já está sendo conscientizada desses
problemas pelos órgãos encarregados em educação ambiental e pelas
próprias distribuidoras de água.
As pessoas mais lúcidas de nossa população já fazem uma boa
economia dentro de casa com as orientações sugeridas, tais como:
-
Fechar torneiras enquanto escovam
os dentes, fazem a barba, ensaboam a louça, etc.;
-
Não usar mangueira para lavar
pisos, calçadas, automóveis, etc.;
-
Trocar as válvulas de descargas
por caixas acopladas ao vaso sanitário com limitador de volume por
descarga;
-
Diminuir o tempo no banho, etc.
Muitos querem apoiar ainda mais
esse esforço pela economia de água, mas nem sempre têm acesso a exemplos
suficientemente funcionais e simples de serem seguidos.
SoSol estudou alguns caminhos possíveis para gerar uma economia
significativa e está desenvolvendo um projeto de simples aplicação
que permitirá uma redução de aproximadamente 30% do consumo de água potável
consumida em um lar. |
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Caminhos possíveis para
economia de água potável
- Opção 1
Aproveitamento
da água de chuva
É o projeto mais envolvente de todos. É um sonho permanente. Mas não tem
aplicação imediata para a população citadina.
-
Existe a falta de espaço para
instalação de cisternas.
-
Existe um obrigatório controle
das primeiras águas de chuva coletadas, bastante perigosas, pois são
o resultado da lavagem da poluição aérea e das sujeiras acumuladas nos
telhados.
-
Existe também o alto custo de
todas essas instalações.
A chuva, devidamente acumulada e
tratada em regiões com grande índice pluviométrico, poderia suprir perto
de 100% da água de um lar.

Para saber mais, clique aqui e veja uma apresentação simplificada
sobre esse tipo de projeto.
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Caminhos possíveis para
economia de água potável - Opção 2
Reúso da água
presente no esgoto
É o projeto mais aplicado em nível mundial, inclusive no Brasil.
Um esgoto tratado a ponto de ser devolvido aos rios e
aqüíferos é
suficientemente limpo para lavagem de ruas, rega de parques e aplicações
de cunho industrial. No lar essa água tem uso na limpeza de vasos
sanitários, rega de jardins e lavagem de carros.
Essa água poderia substituir cerca de 40% da água potável consumida no
lar. Mas a distribuidora não tem condições de oferecer essa água ao
usuário final, pois isto representaria a instalação de mais um sistema
de distribuição de água, paralelo ao que já foi implantado para a água
potável.
Fica a alternativa da compra e os obrigatórios cuidados na manutenção de
caras estações de tratamento mono ou multi-familiares, que poderiam
fornecer a água de reúso proveniente do esgoto familiar ou comunitário.
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Caminhos possíveis para
economia de água potável - Opção 3
Reúso da água originada
no banho familiar
Estudando as opções, verificamos que o
reúso da água
do banho é um
caminho interessante para a redução de uso da água potável em
aplicações simples como por exemplo nas descargas dos vasos sanitários.
Essa água é denominada de "Greywater" ou água cinza. Bastante
utilizada para irrigação em outros países.
Mantendo o conceito da auto montagem, e com materiais de fácil
obtenção, estamos desenvolvendo alguns projetos que permitem reduzir o uso da água
residencial em cerca de 30%, sem aplicação de tecnologias complexas e sem
perigos para a saúde do usuário.
Existe certa correlação entre
a água consumida no chuveiro e a consumida no vaso sanitário,
equilibrando essas demandas. Veja a seguir os cálculos que nos levaram a
essa conclusão:
Cálculos de consumo de água.
Consumo médio de água por pessoa:
4,5R (R = m³) por mês = 4,5m³ por mês = 4.500 Litros por mês = 150 Litros por dia.
Consumo médio diário com banho:
(obs.: chuveiro com vazão média de 3,5 Litros por minuto, e banho de +/- 15
minutos)
1)- 15 X 3,5 = 52,5 Litros;
2)- 52,5 X 30 (dias) = 1575 Litros/mês = 1.57m³
3)- Isso significa 34,88% do consumo mensal.
Consumo médio diário com descargas:
(obs.: cada descarga tem vazão de +/- 10L)
1)- média de descargas = 5 vezes ao dia = 50Litros/dia.
2)- 50 X 30 = 1500 Litros/mês = 1.5m³.
3)- Isso significa 33,33% do consumo mensal.
Baseados nos cálculos acima, buscamos algumas
ALTERNATIVAS PARA ECONOMIZAR ÁGUA COM AS DESCARGAS. Dentre elas temos:
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| 1ª- ALTERNATIVA:
usar vasos sanitários com caixa acoplada para limitar o volume de água por descarga (vários modelos disponíveis no mercado).
Nesse caso pode-se escolher vasos que sejam projetados para usar um
volume mínimo de água, e que esse volume seja suficiente para uma boa limpeza do vaso
(por volta de seis litros). O usual é em torno de dez litros por descarga.
Em alguns modelos é possível diminuir o nível de água dentro da caixa
de descarga ajustando a torneira bóia para fechar em um nível mais baixo. Cremos que o mínimo
esteja por volta de 4,5 litros por descarga.
Existem outros modelos bem interessantes como os sistemas a vácuo e os
banheiros secos.
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| 2ª- ALTERNATIVA:
eliminar todo o consumo de água (potável) com as descargas.
Para isso será reaproveitada a água do banho.
Isso vai significar +/- 30% de economia por mês.
Veja a
figura da operação conceitual =>
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- Como fazer?
Resposta: Desviar a água do ralo do box para um reservatório
passando por filtros e tratamentos para depois
reutilizar essa água nos vasos sanitários. Para isso muitos projetos e
muitas variáveis poderão ser feitos. Na seqüência dessa apresentação demonstramos dois projetos
básicos de reúso de água.
Não sugerimos ampliar o sistema de
reúso com a adição de água da pia do banheiro, água de enxágüe de máquina de lavar ou de água de
chuva. O excesso de água fará com que se gaste a água em outras
aplicações que não a do vaso sanitário. Essas aplicações só devem ser
feitas caso a água do banho não supra a demanda no vaso sanitário. Para
esses casos a água da pia, do enxágüe ou da chuva deve ser desviada para
o circuito de entrada do sistema de reúso, passando por todo o processo
que a água do banho passa antes de ser direcionada para o vaso
sanitário. Esse sistema, além de muito
barato, é seguro por ser um circuito fechado, (Chuveiro, ralo do box,
reservatório fechado e vaso sanitário), sem fácil acesso para manuseio
ou ingestão por familiares ou terceiros.
Esse é o único sistema, que estimamos ser
o mas indicado para aplicação imediata nos lares urbanos e que se paga pela economia da
água.
Veja a seguir um esquema simplificado
do reúso da água do banho residencial:

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Reúso da Água de Banho:
Técnicas de Tratamento A
água de banho, apesar de muito mais limpa do que a do esgoto, apresenta
aspectos químicos e biológicos especiais, cuja solução está sendo
estudada por muitos grupos interessados no seu reúso.
Essa água é pouco homogênea,
constituída por: resíduos de pele, sabões, detergentes, creme dental,
cabelos, gorduras, suor, urina, saliva, placas bacterianas provenientes
de ralos e outros.
A tecnologia para o trato desse
tipo de água ainda não é publica. A
literatura das técnicas de reúso é extensa, mas sem oferecer claramente
as informações que procurávamos.
SoSol e outros grupos de estudo
empenham-se para que a água que chega aos vasos sanitários tenha aspecto
limpo, seja estéril, sem cheiro ou cheiro agradável e atenda às
"futuras" normas sobre água de reúso para esse fim.
Reforçando o aspecto da
esterilidade, ela é perseguida para evitar uma eventual multiplicação de
germens (infecção) nas partes mais sensíveis do corpo humano, os seus
órgãos genitais, órgãos estes usualmente expostos a respingos
provenientes dos vasos sanitários.
Em adição, buscamos técnicas de
tratamento da água de reúso do chuveiro que sejam simples até para o
usuário menos capacitado. Só assim esse projeto pode ser liberado para
uso público.
Os caminhos de tratamento dessa
água envolvem, entre outros:
- Sistema de filtro simples e de fácil limpeza.
- Sistema de desinfecção
e conservação.
Após a filtragem a água será
tratada dentro de um reservatório com "cloro de origem orgânica" (produto que não
formam sub-produtos cancerígenos) que garantirá a
desinfecção e conservação, deixando a água segura para o reúso no vaso
sanitário.
A Sociedade do Sol e sua equipe tem consciência
da seriedade da tarefa que está sendo enfrentada. Saiu-se da física dos
fenômenos térmicos solares, (com o seu primeiro projeto do aquecedor
solar popular - ASBC) para envolver-se em novos e ainda pouco conhecidos
processos químicos e biológicos.
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Reúso da Água de Banho:
Vantagens para a Grande São Paulo
Admitindo que cada pessoa use 35
litros de água de banho por dia (0,035 metros cúbicos), e que a demanda
do vaso sanitário também seja de 35 litros por dia/pessoa, a região da
Grande São Paulo com seus 17.000.000 de moradores poderia gerar uma
economia diária de água potável de 595.000 m³. (17.000.000 x 0,035 m³ =
595.000 m³), equivalente ao volume de 9.000 piscinas olímpicas por mês.
Isso corresponde a um caudal de
6,89 m³ por segundo, cerca de 10% do consumo global da Grande São Paulo.
Esse volume já seria suficiente
para a manutenção do nível de nossos reservatórios de água limpa.
A economia social anual com a
redução do consumo de água será de R$ 880.000.000,00. (Aproximadamente).
Em contrapartida, o investimento
para o reúso junto à população será em torno de R$ 2.200.000.000,00,
oferecendo um retorno em aproximadamente 2,5 anos.
Uma economia de água do porte
mencionado poderá postergar ou evitar obras de desvio da água limpa de
municípios distantes.
Com a liberação dessas verbas,
seria possível financiar, a custo zero, praticamente todo o programa do
reúso na grande São Paulo.
Finalizando: a redução na produção
da água potável é sinônimo de lagos e represas mais cheias, águas mais
limpas e diminuição dos custos da produção dessa água.
Por outro lado, teremos represas
mais cheias e limpas que serão um bom incentivo para um turismo local,
melhorando a qualidade do lazer da população, resultando em mais banhos,
passeios, voltas em barcos de turismo e um reviver do esporte náutico,
tudo perto de nossas casas.
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Agradecimentos:
Para que o caminho do Reúso da
Água de Banho pudesse ser trilhado por esta sociedade, houve um esforço
prévio e especial do voluntário
Edison Urbano que insistiu e nos
convenceu do acerto desse caminho.
E aos amigos
leitores deste trabalho,
AGRADECEMOS SINCERAMENTE O EMPENHO E DESEJO DE APROFUNDAREM-SE EM TÉCNICAS
DE BAIXO CUSTO, QUE ENVOLVEM DESPESAS PERMANENTES EXISTENTES NO LAR
BRASILEIRO.
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Aquecedor Solar de Baixo Custo ASBC.
Projeto da Sociedade do Sol, residente no Centro Incubador
de Empresas Tecnológicas da USP AV. Prof. Lineu Prestes, 2242
Cidade Universitária IPEN / CIETEC São Paulo / SP - Brasil
Cep: 05508-000 Tel: 55 11 3039
8317 Tel/Fax: 3812 7093 e-mail: info@sociedadedosol.org.br www.sociedadedosol.org.br
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