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| 31/ 08 / 2005 |
| III FEIRA
AGRIFAM, Agudos - SP, perto de Bauru de 11 a 14 de agosto 2005,
"CONCURSO INVENTOR RURAL" |
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Equipe SoSol foi gentilmente convidada por Érica Pereira, da
Federação dos Trabalhadores Agrícolas do Estado de S. Paulo,
para participar ativa e gratuitamente na área destinada às
invenções destinadas ao homem do campo.
Neste evento, a apresentação da Sociedade do Sol foi
diferenciada. Apresentamos o ASBC ao sol, operando naturalmente.
Coletores: 3 peças
Caixa: 250 litros
A proposição de nossa presença no evento foi uma simples
pergunta:
Se o agricultor viesse a ter acesso a água quente em quantidades
ilimitadas em sua propriedade, como ele poderia utilizá-la para
melhorar sua qualidade de vida profissional?
Os visitantes ficaram mudos. Praticamente não tivemos nenhuma
resposta dada no ato. A idéia é nova demais e deve nos próximos
meses ser digerida e experimentada com calma pelo homem do
campo, mesmo vendo o aquecedor ASBC operando e fornecendo água a
46 graus, queimando suas mãos.
De qualquer forma, a invenção (idéia) foi bem vista pela equipe
de análise das invenções, recebendo um honroso terceiro lugar
entre cerca de 10 projetos provenientes do universo acadêmico
paulista.
A equipe compôs-se de Cláudio e Augustin.
Abaixo alguns dos dados previamente apresentados que permitiram
receber o prêmio.
CONCEITO DE INVENÇÃO E BENEFÍCIOS PARA O AGRICULTOR:
É neste particular momento que se delineia o conceito da
invenção.
Invenção (se assim pode ser chamada) seria a formulação da
pergunta, que, acreditamos, nunca foi formulada anteriormente:
O que é que o agricultor paulista faria se ele tivesse acesso
a quantidades praticamente ilimitadas de água quente?
Como sua vida poderia melhorar? Como a qualidade do seu produto
poderia ser incrementado com a presença deste, agora, ainda mais
precioso líquido?
Apresentamos abaixo algumas aplicações, que mesmo não
vivenciando intimamente a vida no campo, podem ser entendidas
como de aplicação imediata. As outras serão elaboradas como o
resultado de nossa interação com o visitante da Feira. As
subseqüentes acontecerão quando o agricultor se conscientizar de
que a nova e barata forma de usar a luz do sol estará
permanentemente à sua disposição.
Usos de aplicação imediata
1 - Higienização do úbere na ordenha.
2 - Lavagem de sistemas de ordenha mecânica, os latões e.os
utensílios correlatos.
3 - Água morna de beber para ruminantes, visando aceleração da
digestão.
4 - Banho quente para toda a família, mesmo sem a presença de
energia elétrica.
5 - Limpeza de utensílios da cozinha.
6 - Lavagem dos animais de estimação, os de exposição, os de
presença familiar e outros.
7 - E finalmente a pasteurização/desinfestação, com eliminação
de patógenos da água para fins de irrigação de culturas muito
especiais como as de estufas, as de viveiros, as desenvolvidas
em pequenas propriedades agrícolas como hortaliças, árvores
frutíferas, plantas ornamentais e outras, resultando em aumento
de qualidade e de produtividade do trabalho do pequeno
agricultor. (Trabalho apresentado em 2001 pela Professora Tanaka
et al, do Instituto Agronômico de Campinas, da Embrapa e outros.
Este trabalho pode ser visto em "Projeto ASBC >Links" do site
Sosol).
Todas as aplicações merecerão uma atenção especial desta equipe
para que o ASBC, ainda um conceito aberto, transforme-se em
tecnologia aplicada para o agricultor.
CUSTO MÉDIO:
Admitindo o custo de um sistema ASBC de 1000 litros como sendo
de R$ 1000,00
Admitindo que ele proporcione durante 80% do tempo de sua vida
útil de 10 anos uma produção diária de 1000 litros (1 tonelada)
de água quente, entre 40 e 55 graus, o custo de amortização
distribuída sobre cada tonelada de água quente produzida será de
34 centavos de real neste período de 10 anos.
Comparando:
Para aquecer a mesma quantidade de água por dia com
eletricidade, a despesa com energia elétrica será maior do que
R$ 10,00 por tonelada de água. No mínimo 30 vezes mais cara do
que a contrapartida solar. Sem amortização do equipamento.
Idem com gás GLP: o custo será de cerca de R$ 6,00 por tonelada.
Algo como 18 vezes mais cara que a contrapartida solar, sem
amortização do equipamento.
Idem com madeira. Neste caso não temos dados suficientes para
estimar a possível economia solar, face à grande variação das
facilidades de obtenção da madeira em cada propriedade rural.
Durante o evento em Agudos, isto poderá ser facilmente
conseguido.
Esperamos que estes dados sirvam de parâmetros ao leitor, ao
pensar em agricultura e das possibilidades do uso de água quente
barata. |
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