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Boletim Informativo SoSol Número: 017B
Data: 05/02/2008 - Atualizado em 05/02/2008
 

AQUECIMENTO SOLAR DE PISCINAS:

 

MINUTA DE MANUAL EXPERIMENTAL DE UM AQUECEDOR
SOLAR SIMPLIFICADO DE PISCINAS.

UM DISPOSITIVO TÉRMICO PARA "PARA QUEBRAR O GELO"

Introdução:
A maior fonte de esfriamento de uma piscina é a sua superfície exposta ao ar, onde se realiza a evaporação de sua água.
Só para dar uma idéia, cada litro de água evaporada retira da piscina cerca de 560 KCal de energia.

Como a piscina perde usualmente 3 mm de água por dia, isto representa que de cada metro quadrado de superfície da piscina 3 litros de água são eliminados por vaporização. Em outras palavras, a evaporação rouba (3 x 560) 1680 KCal de energia por metro quadrado de superfície, suficiente para esfriar 1000 litros de água em 1,68 graus, diariamente.

A esta variação se soma o efeito negativo da temperatura noturna do ar, muito mais baixa do que a temperatura diurna.

Sistema sugerido:
Dispositivo para a eliminação de toda a evaporação da água da piscina, mantendo porém a entrada da luz do sol.

A radiação solar envia diariamente (na média) 5KWh por metro quadrado de área no Brasil. Esta energia é igual a (5KWh x 860 KCal/KWh) = 4300 KCal, boa parte da qual é usada no aquecimento da piscina. Se deste valor pudermos eliminar as perdas por evaporação, a energia proveniente da luz solar permitirá um adequado aquecimento.

Dispositivo para a eliminar a vaporização da água da piscina.
Cobrir a superfície líquida da piscina com um filme plástico que pode ser o PVC cristal, ou o Polietileno incolor de pequena espessura (0,15 mm por exemplo), fixando o filme nas bordas para que o excesso não caia na mesma. Isto pode ser feito com elementos mais pesados como tijolos ou outros objetos que evitem que com vento mais forte o filme caia na piscina, dificultando o trabalho do pesquisador.

Cuidados a serem observados neste método experimental:
Em momentos de vento a abertura do filme e seu depósito (contato) com a superfície pode tornar-se uma operação impossível. Espere por um momento sem vento.

Caso chova e no lado de cima do filme formarem-se camadas de água, estas precisam ser retiradas. Água e ar geram evaporação, eliminando o efeito de proteção esperada pela presença do filme termoplástico. O método mais simples é o de retirar e recolocar o filme.

Ao depositar o filme sobre a superfície da água sempre aparecerão bolhas. Elas podem ser eliminadas passando um rodo sobre as mesmas, (sem apertar), levando o ar cuidadosamente para as bordas da piscina. - O motivo desta operação é a de evitar a criação de vapor internamente ao filme, sempre que o fime não estiver em contato com a água. Este vapor reduz a transparência do filme, reduzindo a entrada da luz na piscina.

O aquecimento pode durar alguns dias. Não desanime. Tenha um termômetro à mão para ir anotando o comportamento da piscina antes e após sua proteção com o filme.

Caso o método agrade, observar com o passar do tempo a degradação do filme resultante da agressão da parcela ultra violeta (UV) da luz solar. Quando o filme não for mais utilizável, comprar um que tenha uma proteção UV, típico de coberturas usadas na agricultura em estufas ou viveiros.

Observações finais:
Esta tecnologia merece bastante experimentação por parte dos novos pesquisadores, exatamente por ser conceitualmente tão simples e por ter um custo incrivelmente baixo. Muitas variáveis precisam ser melhor definidas, definições que esperamos poder obter de nosso usuário, visando melhorar a qualidade desta Minuta de Manual.

As variáveis às quais nos referimos sã, entre outras:
Como evitar a fixação com pesos nas bordas da piscina.
Como eliminar a água de chuva sem retirar toda a cobertura.
Como colocar e retirar o filme com rapidez e facilidade, permitindo seu uso a qualquer momento.

 

Versão Beta - Fevereiro de 2008
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