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MINUTA DE MANUAL
EXPERIMENTAL DE UM AQUECEDOR
SOLAR SIMPLIFICADO DE PISCINAS.
UM DISPOSITIVO TÉRMICO PARA "PARA QUEBRAR O GELO"
Introdução:
A maior fonte de esfriamento de uma piscina é a sua superfície
exposta ao ar, onde se realiza a evaporação de sua água.
Só para dar uma idéia, cada litro de água evaporada retira da
piscina cerca de 560 KCal de energia.
Como a piscina perde
usualmente 3 mm de água por dia, isto representa que de cada
metro quadrado de superfície da piscina 3 litros de água são
eliminados por vaporização. Em outras palavras, a evaporação
rouba (3 x 560) 1680 KCal de energia por metro quadrado de
superfície, suficiente para esfriar 1000 litros de água em 1,68
graus, diariamente.
A esta variação se soma o
efeito negativo da temperatura noturna do ar, muito mais baixa
do que a temperatura diurna.
Sistema sugerido:
Dispositivo para a eliminação de toda a evaporação da água da
piscina, mantendo porém a entrada da luz do sol.
A radiação solar envia
diariamente (na média) 5KWh por metro quadrado de área no
Brasil. Esta energia é igual a (5KWh x 860 KCal/KWh) = 4300
KCal, boa parte da qual é usada no aquecimento da piscina. Se
deste valor pudermos eliminar as perdas por evaporação, a
energia proveniente da luz solar permitirá um adequado
aquecimento.
Dispositivo para a
eliminar a vaporização da água da piscina.
Cobrir a superfície líquida da piscina com um filme plástico que
pode ser o PVC cristal, ou o Polietileno incolor de pequena
espessura (0,15 mm por exemplo), fixando o filme nas bordas para
que o excesso não caia na mesma. Isto pode ser feito com
elementos mais pesados como tijolos ou outros objetos que evitem
que com vento mais forte o filme caia na piscina, dificultando o
trabalho do pesquisador.
Cuidados a serem
observados neste método experimental:
Em momentos de vento a abertura do filme e seu depósito
(contato) com a superfície pode tornar-se uma operação
impossível. Espere por um momento sem vento.
Caso chova e no lado de
cima do filme formarem-se camadas de água, estas precisam ser
retiradas. Água e ar geram evaporação, eliminando o efeito de
proteção esperada pela presença do filme termoplástico. O método
mais simples é o de retirar e recolocar o filme.
Ao depositar o filme sobre
a superfície da água sempre aparecerão bolhas. Elas podem ser
eliminadas passando um rodo sobre as mesmas, (sem apertar),
levando o ar cuidadosamente para as bordas da piscina. - O
motivo desta operação é a de evitar a criação de vapor
internamente ao filme, sempre que o fime não estiver em contato
com a água. Este vapor reduz a transparência do filme, reduzindo
a entrada da luz na piscina.
O aquecimento pode durar
alguns dias. Não desanime. Tenha um termômetro à mão para ir
anotando o comportamento da piscina antes e após sua proteção
com o filme.
Caso o método agrade,
observar com o passar do tempo a degradação do filme resultante
da agressão da parcela ultra violeta (UV) da luz solar. Quando o
filme não for mais utilizável, comprar um que tenha uma proteção
UV, típico de coberturas usadas na agricultura em estufas ou
viveiros.
Observações finais:
Esta tecnologia merece bastante experimentação por parte dos
novos pesquisadores, exatamente por ser conceitualmente tão
simples e por ter um custo incrivelmente baixo. Muitas variáveis
precisam ser melhor definidas, definições que esperamos poder
obter de nosso usuário, visando melhorar a qualidade desta
Minuta de Manual.
As variáveis às quais
nos referimos sã, entre outras:
Como evitar a fixação com pesos nas bordas da piscina.
Como eliminar a água de chuva sem retirar toda a cobertura.
Como colocar e retirar o filme com rapidez e facilidade,
permitindo seu uso a qualquer momento. |