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OFICINA SOCIAL, UMA FORMA DE LEVAR O AQUECIMENTO SOLAR PARA
AS COMUNIDADES DE NOSSAS PERIFERIAS.
Introdução e Histórico
A equipe da Sociedade do Sol desenvolve desde 1992 o projeto do
Aquecedor Solar de Baixo Custo - ASBC, destinado à família
brasileira, em especial a mais carente.
O alvo deste trabalho é o de conscientizar a família de que ela
tem condições de aumentar sua renda através da montagem de
econômicos aquecedores solares que permitem redução da energia
consumida no chuveiro elétrico.
O projeto já se desenvolve em todo o Brasil, tendo como usuário
o internauta com facilidades de trabalho manual. Mas a Internet
só atinge 10 a 15% da população, deixando o verdadeiro alvo do
projeto alienado quanto a seu direito de um dia ter um aquecedor
solar em seu lar.
Formas atuais da disseminação tecnológica:
A disseminação da tecnologia ocorre atualmente por métodos que
levarão o aquecedor à família carente, mas sem previsibilidade
de tempo. São eles:
Doação de Kits didáticos a professores da rede pública.
Cursos a pessoas interessadas
Participação em Congressos e Feiras
Palestras em escolas normais e técnicas
Oferta gratuita de manuais presentes em site da Sociedade.
Disseminação através de Monitores Voluntários em vários locais
do Brasil
Nova forma de disseminação: A Oficina Social:
Baseado na experiência obtida em anos de convivência com
usuários das periferias de nossas cidades desenvolveu-se na
Sociedade do Sol uma metodologia de multiplicação de aquecedores
solares denominada de Oficina Social:
Princípios da
Oficina:
As comunidades das periferias de nossas cidades estão
afastadas do dia a dia informativo da sociedade em geral.
Levar a estas comunidades novas idéias, novos produtos,
intervir nos conceitos prevalecentes, representam às vezes
tarefas do tipo “Missão Impossível”.
Mas comunidades, quando organizadas, tem espaços próprios
para lazer, cultura, discussão e solução de problemas
comunitários. Os centros comunitários.
Se aos líderes destas comunidades puder ser mostrada a
vantagem do uso intensivo de aquecedores solares em seu
espaço administrativo, (redução do uso de energia nos
chuveiros e capacitação familiar) oferecendo aos mesmos
tecnologias facilmente replicáveis e produzidas em seus
centros comunitários, abre-se um caminho para que estas
comunidades iniciem um processo de capacitação de máximo
interesse aos envolvidos.
A implantação das oficinas sociais requer investimentos de
menor monta, seja na preparação das oficinas, seja na
aquisição dos materiais dos aquecedores, seja com pagamento
de consultoria especializada. Mas para que estes montantes
possam ser obtidos, o processo deve envolver desde o início
a autoridade local que conhece e acompanha as comunidades,
usualmente a própria Prefeitura Municipal, uma igreja e/ou
uma ONG ativa no local.
Apresentação
da Oficina Social:
O modelo básico de uma Oficina Social ou Fábrica Social prevê a
montagem e instalação de 600 aquecedores solares tipo ASBC por
ano.
Antes da implantação da Oficina, os representantes da comunidade
devem participar de um intenso curso de capacitação que termina
com a instalação de ASBCs em seus lares. Este aprendizado, tanto
de montagem quanto de instalação e uso diário dos ASBCs,
oferecerá o conhecimento necessário para o sucesso da Oficina.
1 – Local da
Oficina:
O espaço ideal para os trabalhos é o centro cultural da
comunidade escolhida. As pessoas que cooperam na montagem dos
componentes do ASBC são voluntários, preferencialmente senhoras,
pela sua facilidade de realizar atividades repetitivas, que se
dispõem a oferecer algumas horas semanais às famílias de sua
própria comunidade. O local e os companheiros presentes
transformam a atividade em algo prazeroso.
2 – Pessoal necessário para a fabricação e instalação dos
programados 600 aquecedores anuais:
2.1 - Uma Senhora
e uma auxiliar, trabalhando 3 horas por dia,
20 dias por mês, montando 150 coletores mensais. O coletor de
energia solar é o coração do aquecedor solar de água.
2.2 – Outra dupla, Senhora e auxiliar, trabalhando outras 3
horas diárias, assumindo a montagem dos componentes integrantes
da caixa de água térmica do aquecedor.
2.3 – Um Monitor da comunidade, que conhece bem a instalação do
ASBC, deverá dispor de cerca de 30 horas mensais para preparar
as 50 famílias que receberão os aquecedores em suas residências.
A participação ativa da família na instalação é condição de
sucesso.
2.4 – Outro Monitor da comunidade que acompanha as famílias
durante a instalação dos ASBCs, deverá dispor de cerca de 100
horas mensais para a finalização das 50 instalações por mês.
Prevê-se que este profissional deva receber alguma forma de
reembolso pelo trabalho oferecido à sua comunidade.
3 – Espaço a ser
destinado para as atividades fabris e para estocar matéria prima
e produtos acabados.
Total de 30 metros quadrados.
Como este espaço está sub-utilizado, com a mesma área a
comunidade poderá montar até 1000 aquecedores por ano.
4 – Ferramental necessário:
Gabaritos para rasgar o tubo de PVC e sistemas de testes
hidráulicos para acelerar e dar precisão mecânica à montagem dos
coletores solares.
Necessária também uma pequena geladeira para guardar o adesivo,
três mesas de trabalho do tamanho do coletor e ferramentas de
uso comum como furadeira e outros.
5 – Instalações necessárias para a capacitação (aulas) das
famílias.
Um ASBC completo e operacional instalado no espaço comunitário.
Quantidade adequada de cadeiras, de 10 a 15, usando as mesas de
trabalho existentes para eventuais instruções e testes. Com esta
capacitação a família assume instalação e manutenção do
aquecedor.
Sociedade do Sol
está apta a oferecer apoio necessário para a implantação de
Oficinas Sociais nas comunidades das periferias da Grande S.
Paulo.
Este apoio inclui o conhecimento prévio da comunidade, a
capacitação de suas lideranças, capacitação do representante da
entidade que atua na comunidade, a entrega do gabarito para a
adequada operação da oficina e acompanhamento do processo de
implantação da oficina social durante um certo período,
usualmente por 12 meses.
Passados os 12 meses, o conjunto dos lideres e dos
representantes das ONGs atuantes tem capacidade para acertar a
continuidade da oficina.
A pedidos, esta Sociedade orça o custo da transferência de sua
tecnologia para as comunidades e entidades de apoio interessadas
em melhorar seus padrões de vida. |