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Boletim Informativo SoSol Número: 013
Data: 04/08/2006
 
Conceituação da Oficina Social: Como levar o aquecimento solar para comunidades mais necessitadas


OFICINA SOCIAL, UMA FORMA DE LEVAR O AQUECIMENTO SOLAR PARA AS COMUNIDADES DE NOSSAS PERIFERIAS.

Introdução e Histórico

A equipe da Sociedade do Sol desenvolve desde 1992 o projeto do Aquecedor Solar de Baixo Custo - ASBC, destinado à família brasileira, em especial a mais carente.

O alvo deste trabalho é o de conscientizar a família de que ela tem condições de aumentar sua renda através da montagem de econômicos aquecedores solares que permitem redução da energia consumida no chuveiro elétrico.

O projeto já se desenvolve em todo o Brasil, tendo como usuário o internauta com facilidades de trabalho manual. Mas a Internet só atinge 10 a 15% da população, deixando o verdadeiro alvo do projeto alienado quanto a seu direito de um dia ter um aquecedor solar em seu lar.

Formas atuais da disseminação tecnológica:

A disseminação da tecnologia ocorre atualmente por métodos que levarão o aquecedor à família carente, mas sem previsibilidade de tempo. São eles:
Doação de Kits didáticos a professores da rede pública.
Cursos a pessoas interessadas
Participação em Congressos e Feiras
Palestras em escolas normais e técnicas
Oferta gratuita de manuais presentes em site da Sociedade.
Disseminação através de Monitores Voluntários em vários locais do Brasil

Nova forma de disseminação: A Oficina Social:

Baseado na experiência obtida em anos de convivência com usuários das periferias de nossas cidades desenvolveu-se na Sociedade do Sol uma metodologia de multiplicação de aquecedores solares denominada de Oficina Social:

Princípios da Oficina:

As comunidades das periferias de nossas cidades estão afastadas do dia a dia informativo da sociedade em geral. Levar a estas comunidades novas idéias, novos produtos, intervir nos conceitos prevalecentes, representam às vezes tarefas do tipo “Missão Impossível”.

Mas comunidades, quando organizadas, tem espaços próprios para lazer, cultura, discussão e solução de problemas comunitários. Os centros comunitários.

Se aos líderes destas comunidades puder ser mostrada a vantagem do uso intensivo de aquecedores solares em seu espaço administrativo, (redução do uso de energia nos chuveiros e capacitação familiar) oferecendo aos mesmos tecnologias facilmente replicáveis e produzidas em seus centros comunitários, abre-se um caminho para que estas comunidades iniciem um processo de capacitação de máximo interesse aos envolvidos.

A implantação das oficinas sociais requer investimentos de menor monta, seja na preparação das oficinas, seja na aquisição dos materiais dos aquecedores, seja com pagamento de consultoria especializada. Mas para que estes montantes possam ser obtidos, o processo deve envolver desde o início a autoridade local que conhece e acompanha as comunidades, usualmente a própria Prefeitura Municipal, uma igreja e/ou uma ONG ativa no local.

Apresentação da Oficina Social:

O modelo básico de uma Oficina Social ou Fábrica Social prevê a montagem e instalação de 600 aquecedores solares tipo ASBC por ano.

Antes da implantação da Oficina, os representantes da comunidade devem participar de um intenso curso de capacitação que termina com a instalação de ASBCs em seus lares. Este aprendizado, tanto de montagem quanto de instalação e uso diário dos ASBCs, oferecerá o conhecimento necessário para o sucesso da Oficina.

1 – Local da Oficina:

O espaço ideal para os trabalhos é o centro cultural da comunidade escolhida. As pessoas que cooperam na montagem dos componentes do ASBC são voluntários, preferencialmente senhoras, pela sua facilidade de realizar atividades repetitivas, que se dispõem a oferecer algumas horas semanais às famílias de sua própria comunidade. O local e os companheiros presentes transformam a atividade em algo prazeroso.

2 – Pessoal necessário para a fabricação e instalação dos programados 600 aquecedores anuais:

2.1 - Uma Senhora e uma auxiliar, trabalhando 3 horas por dia,
20 dias por mês, montando 150 coletores mensais. O coletor de energia solar é o coração do aquecedor solar de água.

2.2 – Outra dupla, Senhora e auxiliar, trabalhando outras 3 horas diárias, assumindo a montagem dos componentes integrantes da caixa de água térmica do aquecedor.

2.3 – Um Monitor da comunidade, que conhece bem a instalação do ASBC, deverá dispor de cerca de 30 horas mensais para preparar as 50 famílias que receberão os aquecedores em suas residências. A participação ativa da família na instalação é condição de sucesso.

2.4 – Outro Monitor da comunidade que acompanha as famílias durante a instalação dos ASBCs, deverá dispor de cerca de 100 horas mensais para a finalização das 50 instalações por mês. Prevê-se que este profissional deva receber alguma forma de reembolso pelo trabalho oferecido à sua comunidade.

3 – Espaço a ser destinado para as atividades fabris e para estocar matéria prima e produtos acabados.

Total de 30 metros quadrados.
Como este espaço está sub-utilizado, com a mesma área a comunidade poderá montar até 1000 aquecedores por ano.

4 – Ferramental necessário:

Gabaritos para rasgar o tubo de PVC e sistemas de testes hidráulicos para acelerar e dar precisão mecânica à montagem dos coletores solares.
Necessária também uma pequena geladeira para guardar o adesivo, três mesas de trabalho do tamanho do coletor e ferramentas de uso comum como furadeira e outros.

5 – Instalações necessárias para a capacitação (aulas) das famílias.
Um ASBC completo e operacional instalado no espaço comunitário.
Quantidade adequada de cadeiras, de 10 a 15, usando as mesas de trabalho existentes para eventuais instruções e testes. Com esta capacitação a família assume instalação e manutenção do aquecedor.

Sociedade do Sol está apta a oferecer apoio necessário para a implantação de Oficinas Sociais nas comunidades das periferias da Grande S. Paulo.

Este apoio inclui o conhecimento prévio da comunidade, a capacitação de suas lideranças, capacitação do representante da entidade que atua na comunidade, a entrega do gabarito para a adequada operação da oficina e acompanhamento do processo de implantação da oficina social durante um certo período, usualmente por 12 meses.

Passados os 12 meses, o conjunto dos lideres e dos representantes das ONGs atuantes tem capacidade para acertar a continuidade da oficina.

A pedidos, esta Sociedade orça o custo da transferência de sua tecnologia para as comunidades e entidades de apoio interessadas em melhorar seus padrões de vida.

 

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