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Sociedade do
Sol recebe e treina
representantes de ONGs chilenas no ambiente CIETEC
Como conseqüência da presença em
nossa casa, durante seis meses, do jovem voluntário francês
David Chénier, estudante em fase de graduação em tecnologias
ambientais na região da Champagne França, abriram-se novas
portas para a internacionalização do projeto Aquecedor Solar de
Baixo Custo, o ASBC.
David, antes de retornar à França, iniciou interessantes
contatos com ONG francesa que tem uma intensa atividade na
Bolívia, Peru e Chile, onde está presente por filiais locais,
denominada de "INTI Bolívia".
Como conseqüência do intenso trabalho de comunicação que David
realiza hoje na França, na qualidade de porta-voz da Sociedade
do Sol, esta sociedade aprofundou a comunicação com a equipe da
filial chilena, a INTI LLAPU, composta de 7 voluntários que
trabalham em tempo integral para o projeto do fogão solar.
A principal função da LLAPU é a de capacitar famílias locais
(cidade de Copiapó na terceira região chilena, 900 Km acima de
Santiago, no deserto de Atacama), na construção e uso familiar
de "cosinas solares" os conhecidos fogões solares, que aquecem
as panelas através do efeito estufa, cozinhando feijão, arroz e
outros alimentos em pouco tempo, exclusivamente pela sua
exposição à energia do sol, muito intensa naquela região
desértica do Chile.
São cursos de 4 a 5 dias, dos quais os usuários partem com seus
fornos auto-construídos e capacitados no uso destes equipamentos
de cozinha.
Uma das razões do sucesso desta atividade da INTI LLAPU com mais
de 500 fornos construídos, é o alto preço do GLP local. Para
cada forno fabricado e entregue, a equipe recebe uma subvenção
da INTI - Matriz. É a mesma forma de atuação com que esta ONG
francesa trabalha na Bolívia e no Peru.
O ASBC no Chile, Bolívia e Peru:
Face ao problema do custo do GLP, desta vez para o aquecimento
da água para o banho familiar, dois elementos, Omar e José da
LLAPU estiveram na Sociedade do Sol, do dia 26 ao dia 30 de
outubro de 2005, tendo ido e voltado de ônibus, uma viagem
cansativa de mais de 3 dias.
Esta equipe acompanhou todas as atividades da Sociedade nestes
dias, tendo inclusive participado de um dos intensos cursos de
manufatura do ASBC de 11 horas corridas.
Participou ativamente da montagem do novo laboratório solar para
o estudo do aumento de eficiência do aquecimento de água em
grandes volumes, (1000 a 2000 litros). Equipamentos assim são
destinados a lares assistenciais e para uso na agricultura
familiar. A forma de construção destes equipamentos fará parte
do manual de construção do ASBC, já disponibilizado no site www.sociedadedosol.org.br
Esta equipe também ficou conhecendo uma das escolas do SENAI, a
do Tatuapé, São Paulo SP, participando de palestra proferida por
SoSol a visitantes presentes.
O evento público realizado no SENAI relaciona-se à semana de
apresentação de trabalhos técnicos relativos à construção civil,
desenvolvidos por alunos desta escola.
Estes dois chilenos agora estão 100% capacitados para inserir a
nova tecnologia solar em sua cidade assim como para treinar as
equipes irmãs peruanas e bolivianas. Seu alvo é o de propiciar
imediatamente a montagem de 50 ASBCs em curto espaço de tempo.
Com esta porta aberta, Brasil poderá exportar componentes de PVC
e adesivos especiais inexistentes no Chile.
Este primeiro passo para a multiplicação do ASBC na América
Latina é resultado, entre outros, da apresentação de Manuais
técnicos oferecidos em castellano, exatamente para este fim.
O Fogão solar no Brasil
O próximo passo desta Sociedade será a de visitar a LLAPU no
Chile e participar das atividades desta ONG, trazendo para o
Brasil a tecnologia de construção e uso do fogão solar, de fácil
aplicação em nosso país, quente e ensolarado.
Sabemos que um grande número de famílias brasileiras não tem
mais condições financeiras pára adquirir o GLP para uso em suas
atividades diárias. O forno solar poderá reduzir os perigos a
que estas famílias, em especial suas crianças estão expostas,
com o uso de álcool para cozer alimentos. O forno solar, por sua
simplicidade e previsto baixo custo, poderá se custear pela
economia do GLP.
A equipe da Sociedade do Sol tem consciência do intenso trabalho
necessário para internalizar a tecnologia, adequando-a aos
materiais e técnicas disponíveis no Brasil. |